A força de manter-se fiel aos princípios

Portal SBN
Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

A força de manter-se fiel aos princípios

Motivacional - Integridade

A coragem se caracteriza em defender o que é certo e justo ou de ser verdadeiro consigo mesmo.

Etimologicamente, vem do latim cor - coração -, no sentido de agir com o coração.

Foi assim, deixando falar o coração, que, na cerimônia do Oscar de 1993, agiu o ator Richard Gere.

Ele subiu ao palco com a tarefa de apresentar o prêmio de melhor direção de arte. Em vez de seguir o roteiro da Academia, que primava pelo entretenimento puro, Gere transformou o momento em algo que soou como uma grande crítica.

Amigo pessoal do Dalai Lama, a maior autoridade política e religiosa do Tibete, Gere fugiu do script e fez um apelo emocional e direto, denunciando a ocupação militar do Tibete e as supostas violações dos direitos humanos pelas forças chinesas.

Gostaria de aproveitar um segundo, se me permitirem. Com a presença de tantas pessoas poderosas aqui, quero falar sobre a situação indescritível do povo do Tibete, sem esperança de que as coisas melhorem.

Por favor, enviem o seu amor e a sua verdade a quem precisa, e aos líderes chineses para que possam retirar as suas tropas daquele país.

O discurso, embora breve, causou um choque imediato. A plateia reagiu com uma mistura de aplausos esparsos e silêncio constrangido.

O que se seguiu a essa cerimônia foi uma represália discreta, mas eficaz. Richard Gere não foi convidado a apresentar ou participar de nenhuma cerimônia do Oscar por exatos vinte anos.

A Academia de artes e ciências cinematográficas nunca emitiu uma declaração formal de banimento, mas a ausência do ator por duas décadas foi amplamente interpretada pela imprensa como uma punição direta por seu desvio do protocolo.

Sua postura teve outras consequências, especialmente no que diz respeito ao seu relacionamento com a China. Ele foi proibido de entrar naquele país e passou a ser evitado por produtoras que buscavam financiamento ou distribuição no país asiático.

O ator confirmou, em entrevistas posteriores, que essa posição política o levou a perder papéis em filmes, pois os investidores chineses o recusavam.

Apesar do alto custo pessoal e profissional, Richard Gere nunca demonstrou arrependimento pela sua ação. Em suas manifestações, ele reiterou sua dedicação à causa do Tibete e aos princípios do Dalai Lama.

Ele encarou o banimento da Academia como uma consequência natural de sua posição moral, que se baseia no princípio de lutar contra as violações dos direitos humanos.

Não discutimos a questão política. O que desejamos ressaltar é o exemplo de um indivíduo que usou sua fama e plataforma em um momento de pico de visibilidade global para defender uma causa que considerava justa, sacrificando potencialmente sua carreira.

*   *   *

Quantas vezes, em nossas vidas, deixamos de defender o correto, o moral, o ético com medo de represálias? Com medo de perder amigos, posição social, prestígio.

Em tempos de tantas injustiças, temos a coragem de defender o mais fraco, o excluído?

Estamos atentos que, como cristãos, devemos defender o que é correto, justo e bom?

Redação do Momento Espírita, com base
 em fatos da vida de Richard Gere.
Em 11.3.2026

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