Os mais altos louros

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Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

Os mais altos louros

Motivacional - Altruísmo

Podemos definir um herói como alguém que age em benefício do outro ou de uma causa maior, muitas vezes sob risco pessoal ou sacrifício significativo. O que o qualifica é sua ação.

Citamos os heróis da Pátria, que se evidenciaram em momentos estratégicos da nossa História. Lemos sobre seus atos nos livros de História. E os reverenciamos.

Não menos herói é, no entanto, o bombeiro que entra em um prédio em chamas ou alguém que doa um órgão para salvar uma vida, mesmo que seja a de um estranho.

Às vezes, o maior ato heroico é simplesmente continuar. É o heroísmo de quem enfrenta doenças graves, luto ou pobreza extrema e mantém a integridade e a ajuda aos outros.

Herói é um pai ou mãe que trabalha em três empregos para garantir o futuro dos filhos sem nunca perder a ternura.

Christopher Reeve, em seu martírio de nove anos de paralisia, depois de seu trágico acidente equestre, disse que o herói é um indivíduo comum que encontra a força para perseverar e resistir apesar dos obstáculos devastadores.

Em resumo, podemos dizer que o herói demonstra sua natureza no exato momento em que o nós se torna mais importante do que o eu.

Foi o que aquela jovem demonstrou, às vésperas de seu vigésimo terceiro aniversário, naquele fatídico dia de setembro de 1986.

O voo Pan Am 73 pousara apenas para reabastecimento, quando o avião foi invadido por quatro homens armados, instalando o pânico entre os passageiros.

Na frente da cabine estava a comissária-chefe, Neerja Bhanot. Ela poderia ter se evadido, de imediato. Mas ficou.

Enviou um sinal aos pilotos, permitindo-lhes escapar pela escotilha de emergência. Com isso, frustrou o plano dos terroristas de sequestrar o avião, levá-lo para outro país ou jogá-lo ao chão.

Foram dezessete horas de terror, que ela enfrentou com calma. Para que não fossem identificados os passageiros visados pelos terroristas, ela escondeu seus passaportes.

Neerja acalmou as crianças, abraçou passageiros assustados. Não pensou em si mesma. Nem por um segundo. Manteve e transmitiu calma.

Quando a noite caiu, as luzes do avião se apagaram. Os terroristas abriram fogo. O pânico foi geral.

A porta de emergência estava aberta e os passageiros correram para ela. A comissária permaneceu firme, empurrando as pessoas para fora.

Quando três crianças ficaram paralisadas de medo, ela as cobriu com seu corpo, recebendo todas as balas.

Ela não sobreviveu àquela noite, mas salvou mais de trezentas pessoas.

Postumamente, recebeu a mais alta condecoração da Índia por bravura em tempos de paz. Um filme lhe foi dedicado. Nas companhias aéreas, seu comportamento tornou-se parte dos programas de treinamento.

Ela se tornou um exemplo de fidelidade além do dever. Afinal, quando teve de escolher entre a sua vida e a dos outros, ela escolheu a deles. Sem hesitação. Sem medo.

Nesse dia, guindou-se ao altar dos que se sacrificam pelo bem-estar alheio.

Ela retornou para a pátria espiritual, coroada dos mais altos louros: o sacrifício da vida pelos outros.

Redação do Momento Espírita,
com base em fatos.
Em 16.5.2026

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