Entre máscaras e verdades, qual alegria você quer levar?

Portal SBN
Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

Entre máscaras e verdades, qual alegria você quer levar?

Motivacional - Propósito

Todo ano as festividades em homenagem a momo se reprisam.

Em torno do mesmo centro de interesse: o disfarce, a dança, o canto e o gozo de certas liberdades de comunicação humana, inexistentes ou refreadas durante o resto do ano, a folia carnavalesca se apresenta com características distintas nos diferentes lugares em que se popularizou.

Perdendo-se nos períodos mais antigos, as origens do carnaval podem ser encontradas nas bacanalia da Grécia.

Era uma festa que homenageava o deus Dionísio.

Antes disso, os trácios se entregavam aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos.

Vamos encontrar essas festas em Roma, como saturnália, quando se sacrificava uma vítima humana. Era uma festa de infeliz caráter.

Na Idade Média, começou a se aceitar, com naturalidade, o enlouquecimento lícito uma vez por ano.

No Brasil colonial e monárquico, a forma mais generalizada de brincar o carnaval era o entrudo português.

Consistia em atirar contra as pessoas não apenas água, mas também provisões de pó ou cal.

Mais tarde, água perfumada com limões, vinagre, groselha ou vinho. O objetivo era sujar o passante desprevenido.

Uma brincadeira perigosa e grosseira.

O que se observa nesses três dias de loucura, em que a carne nada vale, é o afloramento das paixões.

Há foliões que se afadigam por longos meses na confecção das fantasias para viver a psicosfera da ilusão.

Perseguem vitórias vazias, que esperam alcançar nesses dias.

Diversos se mostram exaustos, física e emocionalmente.

Alguns recorrem a fortes estimulantes para o instante definitivo do desfile.

Consomem tempo e dinheiro, que poderiam ser aplicados na manutenção e salvação de muitas vidas.

Mergulham em um mundo de sonhos fantástico. Anseiam por dar autenticidade a cada gesto, a toda atitude.

Usando vestimentas de reis e rainhas, nobres e conquistadores, personagens de contos, artistas, fariam inveja a todos que copiam.

Isso se as vestes e as coroas, os cetros, os mantos e as posturas não fossem todos falsos. Exatamente como falsas são as expressões e vitórias que ostentam.

Diversos desses foliões nem se dão conta de que poderão estar representando a própria personalidade de vidas passadas.

Em toda essa festa de loucura, que deixa marcas profundas, é de nos perguntarmos se será mesmo manifestação de alegria, de descontração.

Se necessitamos nos fantasiar, embriagar para desfrutar alegria, onde a autenticidade?

*   *   *

A vida é um bem por demais precioso. Precioso também é o tempo. Talentos dados por Deus.

Bom se aprendêssemos a escolher a boa parte, aquela que não nos será tirada, conforme o ensino do Mestre no diálogo mantido com Marta, no abençoado lar de Betânia.

Em vez do palco da mentira, da glória ligeira, dos confetes da triste e enganosa festa, quantas bênçãos podemos semear nos feriados momescos.

A escolha é pessoal. Porque sempre a semeadura é livre. Somente a colheita é obrigatória.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 6 e 15 do
 livro Nas fronteiras da loucura, pelo Espírito Manoel Philomeno
 de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL,
e no verbete Carnaval, da Enciclopédia Mirador Internacional,
 v. 5, ed. Encyclopaedia Britannica do Brasil.
Em 17.2.2026

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