EUA apontam que China prepara remessa de armamentos ao Irã

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Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

EUA apontam que China prepara remessa de armamentos ao Irã

Mundo - Guerra

Um possível reforço na defesa aérea iraniana entrou no radar da inteligência dos Estados Unidos, com indícios de envio de armamentos pela China nas próximas semanas.

A leitura surge no contexto do cessar-fogo em vigor, visto por analistas como janela para recomposição militar. Informações obtidas por autoridades americanas apontam que Teerã estaria utilizando o intervalo para reabastecer sistemas estratégicos com apoio externo.

Entre os equipamentos monitorados estão os MANPADS, mísseis antiaéreos portáteis capazes de atingir aeronaves em baixa altitude. O uso desse tipo de armamento já havia sido identificado durante as cinco semanas de confronto recente e voltou a preocupar pela capacidade de alterar o equilíbrio tático em operações aéreas.

Nos bastidores, há indícios de que a transferência não ocorreria de forma direta. Avaliações mencionam a utilização de países intermediários como rota logística, uma forma de reduzir exposição diplomática e dificultar a rastreabilidade da origem dos sistemas.

A versão oficial chinesa contesta o cenário. Em manifestação da embaixada em Washington, o governo de Pequim negou qualquer fornecimento de armas ao conflito e classificou as informações como infundadas, além de cobrar dos EUA uma postura menos acusatória.

Enquanto isso, o episódio recente envolvendo o abatimento de um caça F-15 ampliou a atenção sobre a capacidade antiaérea iraniana. O presidente Donald Trump mencionou que a aeronave foi atingida por um míssil portátil guiado por calor. O governo iraniano afirmou ter utilizado um sistema “novo”, sem detalhar a origem.

A eventual entrega de MANPADS indicaria uma mudança de escala no apoio chinês ao Irã. Até agora, o suporte identificado envolvia principalmente tecnologias de uso dual, com aplicações civis e militares, que ajudam a sustentar a produção de armamentos e sistemas de navegação.

No plano geopolítico, o movimento é interpretado como tentativa de equilíbrio. Pequim mantém dependência do petróleo iraniano e sinaliza preservação dessa relação, ao mesmo tempo em que evita envolvimento direto no confronto com Estados Unidos e Israel.

A dinâmica ocorre em paralelo à preparação de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para o próximo mês, enquanto negociações diplomáticas seguem para sustentar a trégua.

a Rússia mantém atuação ao lado iraniano por meio de compartilhamento de inteligência, segundo relatos, o que tem contribuído para a identificação de alvos militares americanos no Oriente Médio.

A cooperação entre Teerã, Moscou e Pequim inclui também interesses energéticos e militares. O Irã fornece drones à Rússia no contexto da guerra na Ucrânia e segue como um dos principais fornecedores de petróleo para o mercado chinês.

Portal SBN | Com informações | CNN Brasil

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