Trump menciona “tomar Cuba” em meio a apagão nacional na ilha
A possibilidade de uma ação dos Estados Unidos sobre Cuba foi mencionada pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (17/03/2026), em meio a um novo colapso do sistema elétrico que deixou grande parte da ilha sem energia.
Durante fala no Salão Oval, Trump afirmou que considera uma “honra” a ideia de os EUA assumirem o controle do país caribenho. “Quando os Estados Unidos terão a honra de tomar Cuba? Seria uma grande honra”, disse, ao comentar diferentes cenários, incluindo uma eventual “libertação” da ilha.
Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar, o presidente evitou detalhar estratégias. “Não posso dizer isso”, afirmou, ao ser comparado a operações recentes em outros países.
As declarações ocorrem em um momento de agravamento da crise energética em Cuba. Na segunda-feira (16/03/2026), um apagão de grandes proporções atingiu o país, afetando inclusive a capital, Havana. Parte do fornecimento foi restabelecida na terça-feira (17/03/2026), mas a recuperação segue lenta.
Segundo a operadora estatal de energia, não foram identificadas falhas diretas nas unidades em funcionamento no momento do colapso. Autoridades locais apontam as sanções econômicas dos EUA como um dos fatores que agravam a situação, enquanto críticos citam a falta de investimentos na infraestrutura.
Com cerca de 10 milhões de habitantes, Cuba depende majoritariamente de petróleo para geração de eletricidade. A restrição no fornecimento de combustível tem ampliado os impactos, com relatos de racionamento, dificuldades no sistema de saúde e queda no turismo.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que a ilha não recebeu petróleo nos últimos três meses. “O impacto é tremendo”, disse, ao relacionar a crise ao embargo econômico.
A escassez também afeta o cotidiano da população. Moradores relatam a necessidade de armazenar água e buscar alternativas para cozinhar e manter atividades básicas. Em algumas regiões, hospitais reduziram serviços, e o acúmulo de lixo tem sido registrado devido à falta de combustível para coleta.
Protestos contra a falta de energia e alimentos foram registrados no fim de semana em cidades do interior. Dados de monitoramento indicam ainda queda significativa no tráfego de internet no país durante os apagões.
No cenário internacional, companhias aéreas como American Airlines, Delta Air Lines e JetBlue suspenderam voos para a ilha, citando a escassez de combustível. A Air Canada também interrompeu operações recentemente pelo mesmo motivo.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Cuba enfrenta dificuldades estruturais e defendeu mudanças na condução política do país, sem detalhar medidas relacionadas ao embargo.
Portal SBN | Com informações | CNN Brasil

