O destino das nações

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Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

O destino das nações

Motivacional - Nações

Muitas vezes, ao olharmos para o cenário conturbado do mundo, somos tomados por uma sensação de impotência.

Questionamos o rumo das civilizações, a postura dos governantes e a direção que segue a Humanidade. Parece-nos que os bons costumes estão à deriva, que predomina o egoísmo e a busca pelo próprio prazer.

Nessa observação, esquecemos que as grandes árvores das nações mergulham suas raízes em um solo muito específico, de modo geral, silencioso e invisível: o seio da família.

É entre as paredes do lar que o destino dos povos é traçado. Aqueles que hoje governam os países, que assinam decretos e conduzem a economia já foram crianças.

Não nasceram em gabinetes. Cresceram no convívio familiar, absorvendo valores, observando condutas e moldando o caráter no exemplo dos pais.

Suas decisões atuais carregam o peso das diretrizes recebidas nos dias de vivência doméstica. Como afirmou o sacerdote francês Henri Lacordaire:

A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família. Se o homem sai da família corrupto, corrupto estará para a sociedade.

O lar é o grande cadinho da alma. É ele que forma o profissional de todas as áreas, do operário ao magistrado.

Do homem de letras ao que realiza a limpeza das ruas, o asseio nos lares.

Do comerciante ao industrial, do empresário ao subordinado de mais simples categoria.

É a família que traça o caminho que seus membros percorrerão. Por essa razão, o cultivo das virtudes dentro de casa não é apenas um dever moral, mas uma necessidade social urgente. É a célula básica que sustenta todo o organismo da Humanidade.

Nas resoluções tomadas no dia a dia de qualquer pessoa, pesam as lições aplicadas na formação do caráter. Se as lições foram de desrespeito à vida, de supremacia da força bruta, de egoísmo ou de preconceitos, essas serão as suas bússolas.

Mas, se o solo foi fértil em honestidade, fraternidade e valorização da vida, essas virtudes embasarão suas decisões futuras.

A construção de um mundo melhor não acontece por decreto, mas pelas lições passadas, à mesa do jantar, no compartilhar o pão, no diálogo antes de dormir, no exemplo de retidão dos pais.

Não se constrói um edifício começando pela cobertura. Começa-se pelos alicerces. E a base de qualquer civilização é o lar.

Dessa maneira, se não desejamos mais guerras, corrupção ou violência, precisamos fundamentar nossos lares com os pilares da paz.

Não haverá um país moralizado sem cidadãos moralizados. Não haverá nações honradas sem homens honrados que as componham.

A moral, aprendemos, é a regra de bem proceder.

Existem valores que não podem ser esquecidos: a justiça, o amor e a caridade. Jesus os viveu e os ensinou, resumindo-os de forma magistral: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Eis nosso grande desafio para a construção de uma nação de bem.

Pensemos: É, em grande parte, no seio das famílias que se prepara o destino das nações.

Comecemos agora a semear a paz que desejamos colher para nosso próprio amanhã.

Redação do Momento Espírita, com frases do
 Papa Leão XIII e de Henri Lacordaire, do livro
A sabedoria dos tempos, ed. Centro de estudos
 Vida e Consciência.
Em 16.7.2026

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