Gilmar Mendes questiona Celina Leão sobre uso de imóvel em operação do BRB
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes solicitou informações ao Governo do Distrito Federal (GDF) sobre a inclusão da Gleba A da Serrinha do Paranoá em medidas voltadas ao socorro financeiro do Banco de Brasília (BRB), em novo capítulo da crise enfrentada pela instituição.
O ofício foi encaminhado à governadora Celina Leão e trata do uso da área pública previsto na Lei Distrital nº 7.845/2026, norma que autoriza o Executivo local a oferecer imóveis como garantia para operações de crédito destinadas à recomposição de capital e liquidez do banco.
A Serrinha do Paranoá está entre nove bens públicos listados no texto aprovado, mas a utilização do terreno vem sendo contestada judicialmente nos últimos meses por ações que tentam impedir sua vinculação ao processo de recuperação financeira do BRB.
O pedido de Gilmar Mendes foi feito no âmbito de uma reclamação constitucional que discute justamente a legalidade do uso da área para reforçar as contas da instituição financeira.
Após a repercussão do caso, Celina Leão afirmou que retiraria o imóvel da lista e protocolou nesta segunda-feira (27/04/2026), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), proposta para excluir dois imóveis públicos da lei, entre eles a Serrinha, medida que ainda depende de análise dos deputados distritais.
O BRB enfrenta a maior crise financeira de sua história depois de prejuízos relacionados a negócios firmados com o Banco Master.
Auditoria interna contratada pela nova gestão apontou que R$ 13,3 bilhões em carteiras adquiridas eram “total ou majoritariamente desprovidos de lastro”, segundo informações divulgadas no caso.
Para recompor o capital, o banco tenta contratar empréstimo de R$ 6,6 bilhões com garantia de bens públicos do GDF, além de buscar reforço de caixa por meio da venda de ativos.
Portal SBN | Com informações | Metrópoles
