Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano
Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha teve os seus bens bloqueados em até R$ 6 milhões pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo investigação da Polícia Federal, Cunha atuava como uma “espécie de agente privado” dentro do Parlamento e teria conseguido, mesmo sem exercer nenhum mandato ou cargo público atualmente, destinar 21 emendas parlamentares a municípios de Minas Gerais, que totalizam o valor bloqueado pelo STF.
A defesa de Eduardo Cunha afirmou que “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que ele “não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas”.
“Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar”, diz a nota, completando que a defesa “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”.
A nota termina dizendo que a defesa buscará acesso integral à investigação “a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”.
A decisão acontece a poucos meses da eleição, na qual Cunha já afirmou ter a pretensão de concorrer a deputado federal justamente pelo Estado de Minas. Se eleito, será o seu retorno ao cenário político nacional.
Em setembro de 2016, ele foi cassado por quebra de decoro parlamentar meses depois de coordenar, naquele mesmo ano, como presidente da Câmara, o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
