Piedade em casa

Portal SBN
Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

Piedade em casa

Motivacional - Deus

Muitas vezes saímos procurando exercer a caridade nas ruas, mas esquecemos das lições básicas dentro da nossa própria casa.

Como nos aconselha o Espírito Emmanuel, não precisamos esperar que a dor bata à nossa porta para deixar a flor da compaixão desabrochar no peito.

Tentemos ser mais carinhosos e gentis com os nossos familiares dentro dos nossos lares. A nossa casa é a melhor escola, onde todo dia temos várias chances de praticar o bem.

Quando alguém sob o nosso teto perder a cabeça, respiremos fundo e ofereçamos a nossa tolerância silenciosa.

Evitemos frases duras de acusação quando um parente se ausentar ou demorar um pouco mais do que o previsto para retornar.

Da mesma forma, não nos irritemos com aquele irmão que acabou se deixando levar pelo orgulho nas ilusões da vida.

Na qualidade de marido, procuremos desculpar a fraqueza ou a irritação da companheira naqueles dias mais cinzentos da incompreensão. Como esposa, busquemos perdoar as falhas do companheiro, ajudando-o a crescer.

Pais e mães, tenhamos piedade com os filhos quando eles estiverem dominados pela indisciplina. Filhos, saibamos compreender os pais quando eles pesarem a mão no rigor.

É fundamental estender a mão ao familiar que se equivocou para que a situação não piore.

Lembremos de que toda revolta nasce da nossa própria ignorância diante da vida. Então, façamos das nossas horas em família um verdadeiro exercício de fraternidade.

Quando sentirmos que a impaciência ou a raiva estão tomando conta, experimentemos adotar o silêncio como o grande guardião da paz íntima.

Tenhamos compaixão, sempre. Mesmo que tudo ao nosso redor pareça desespero, amparemos as pessoas e esperemos com calma, sem reclamar.

Vamos nos habituar a deixar o mal de lado, fazendo todo o bem que estiver ao nosso alcance diariamente.

Seremos sempre os maiores beneficiados.

*

Lembremos que nascemos com quem deveríamos ter nascido, por mais estranho que isso possa nos parecer em muitas ocasiões.

Alguns nos sentimos deslocados em nossos grupos familiares. Outros destoamos significativamente.

Prestemos muita atenção nisso. Nem sempre os que encarnamos numa mesma família somos seres simpáticos, atraídos por afinidade.

Deus permite que, nas famílias, ocorram encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso.

A proposta do Criador é muito rica: contato com a diversidade e a chance de reconciliação.

Se apenas buscássemos aqueles que pensam como nós, que nos fazem as vontades e nos admiram por tudo que fazemos, pouco aprenderíamos.

Precisamos desse contato de arestas, do convívio com aquele que pensa diferente, com aquele que apresenta outros pontos de vista.

Vejamos como mesmo dentro de uma mesma irmandade, filhos dos mesmos pais, temos diferenças bastante significativas.

Isso não é o acaso. Somente assim melhoramos, somente assim nos auxiliamos uns aos outros. A natureza opta pela diversidade, pela diferença, pois sabe que ela nos motiva ao crescimento.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13, do livro
 Alvorada do Reino, pelo Espírito Emmanuel, psicografia
 de Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL e no cap IV de
 O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec,
 ed. FEB.
Em 3.8.2026

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