Lula viaja à Índia para negociar acordos e debater inteligência artificial
O presidente Lula inicia, nesta terça-feira (17/02/2026), uma agenda oficial na Índia com foco em tecnologia, comércio e cooperação estratégica. A viagem segue até o dia 22 deste mês e prevê a participação do chefe do Executivo na Cúpula de Inteligência Artificial e no Fórum Empresarial Brasil-Índia, que reúne mais de 300 empresários.
Entre as prioridades do Palácio do Planalto está a negociação de acordos bilaterais. Um dos principais envolve minerais críticos e pode se tornar o primeiro pacto desse tipo firmado globalmente. O governo também pretende avançar em uma declaração conjunta sobre parceria digital, além de discutir a ampliação da validade de vistos de turismo e negócios de cinco para dez anos e uma cooperação entre a Embraer e uma empresa do setor de defesa indiano.
O convite partiu do primeiro-ministro Narendra Modi. Lula já esteve no país em 2004, 2007 e 2023, enquanto Modi visitou o Brasil em julho de 2025. No encontro, os líderes devem abordar o cenário internacional, desafios ao multilateralismo, comércio global e a defesa de uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A pauta também inclui o reforço do compromisso com a paz em Gaza.
A comitiva brasileira contará com dez ministros. Lula participará ainda da Al Impact Summit, evento internacional dedicado ao debate sobre inteligência artificial realizado pela quarta vez e, pela primeira vez, sediado por um país em desenvolvimento. A expectativa é de público de cerca de 40 mil pessoas, com mais de 100 países convidados.
Até o momento, 50 nações confirmaram representação de alto nível, incluindo Armênia, Bolívia, Butão, Suíça, Estônia, Grécia, Guiana, Cazaquistão, Ilhas Maurício, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Eslováquia, além do secretário-geral da Organização das Nações Unidas.
Ao término da cúpula, a organização prevê divulgar uma carta voltada à difusão democrática da inteligência artificial. O documento deve incluir propostas como a criação de uma rede de IA para instituições científicas, diretrizes para estruturas resilientes e orientações sobre governança tecnológica.
Portal SBN | Com informações | R7

