Ruínas de São José do Queimado passam a integrar Patrimônio Cultural Brasileiro
O reconhecimento do Sítio Histórico de São José do Queimado como Patrimônio Cultural Brasileiro será oficializado neste domingo (22), conferindo proteção federal a ruínas, cemitério e entorno da antiga igreja. A data coincide com os 177 anos da Insurreição de Queimado, movimento de 1849 considerado a maior revolta de pessoas escravizadas do Espírito Santo e um dos episódios mais emblemáticos da resistência negra no país.
A titulação foi aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 26 de novembro de 2025, durante a 111ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília. Com a inscrição nos Livros do Tombo Histórico e nos Livros Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, o sítio passa a contar com medidas de preservação e políticas públicas voltadas à memória e à igualdade racial.
O prefeito da Serra, Weverson Meireles, destacou a relevância do reconhecimento ao vincular a titulação à preservação do patrimônio e à história do município, ao afirmar que “o Sítio Histórico de Queimado guarda uma memória poderosa de luta, resistência e busca por liberdade”, em referência à proteção das ruínas, do cemitério e da vegetação histórica do entorno, além do fortalecimento da identidade local e da transmissão do conhecimento histórico para as futuras gerações.
O sítio abriga as ruínas da Igreja de São José do Queimado e vegetação de médio e grande porte, compondo um cenário de valor arqueológico, cultural e paisagístico. Especialistas afirmam que o local é relevante não apenas pelo patrimônio material, mas também como espaço de educação e pesquisa sobre a resistência negra.
Portal SBN | Lucas Queiroz

