O que uma dor no ombro pode revelar sobre o fígado
Um desconforto aparentemente comum pode esconder um problema mais grave. Em alguns casos, uma dor persistente no ombro está associada ao câncer de fígado, mesmo sem sinais evidentes na região abdominal.
A explicação envolve o chamado fenômeno da “dor referida”, quando a origem do problema está em um órgão, mas o incômodo é percebido em outra parte do corpo. Segundo o oncologista Jiri Kubes, o fígado possui conexões nervosas que podem levar a dor até o ombro, especialmente do lado direito, o que costuma confundir pacientes.
Ao descrever o quadro, o médico afirma que “o desconforto pode ser sentido no ombro em vez do abdômen”, atribuindo a sensação à irritação de nervos próximos ao fígado, o que desloca a percepção da dor e dificulta a identificação da causa real.
Esse tipo de manifestação tende a ser ignorado, já que o sintoma costuma ser associado a fatores como esforço físico, má postura ou posição inadequada ao dormir. A ausência de sinais mais claros contribui para o atraso no diagnóstico.
Além disso, o câncer hepático pode evoluir de forma silenciosa, com indícios discretos nas fases iniciais. Entre eles, estão alterações na coloração da pele e dos olhos, urina escura, fezes claras, coceira na pele, perda de apetite, náuseas, emagrecimento sem causa aparente e cansaço frequente. Em estágios mais avançados, pode surgir um nódulo na região direita do abdômen.
Doenças prévias também entram no radar. A esteatose hepática, por exemplo, pode evoluir sem sintomas e, em alguns casos, levar a complicações como cirrose e câncer. O médico Marcos Pontes afirma que grande parte dos pacientes desconhece o próprio quadro, ao citar que “muitas pessoas com gordura no fígado não sabem que estão doentes”, destacando o caráter silencioso da condição.
A persistência de sintomas, mesmo que isolados, é um dos principais critérios para investigação clínica, especialmente quando não há causa aparente.
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