Fungo sexual acende alerta sanitário internacional

Portal SBN
Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

Fungo sexual acende alerta sanitário internacional

Saúde - Alerta

Autoridades de saúde acompanham o aumento de casos de uma infecção fúngica considerada emergente e potencialmente ligada à transmissão sexual. O agente é o Trichophyton mentagrophytes genótipo VII (TMVII), que se espalha principalmente por contato pele a pele.

Segundo o jornal britânico The Sun, surtos foram identificados na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e em partes do Oriente Médio.

O fungo foi apontado como responsável por um dos maiores aglomerados recentes de casos no estado de Minnesota. Informações do Centro de Pesquisa e Políticas de Doenças Infecciosas, o CIDRAP, ligado à Universidade de Minnesota, indicam que a infecção já havia sido registrada na França em 2021 e posteriormente em países como Alemanha e Espanha.

Nos Estados Unidos, o primeiro caso documentado ocorreu na cidade de Nova York, em 2024, após um paciente apresentar erupções cutâneas depois de viagem internacional e contato com múltiplos parceiros.

O TMVII provoca infecções cutâneas conhecidas como tínea, popularmente chamadas de micose ou coceira na virilha quando atingem a região genital. Os sintomas podem levar até três semanas para surgir e incluem manchas vermelhas, com coceira e descamação, que podem aparecer na virilha, genitais, nádegas, tronco, membros e rosto. Em alguns casos, as lesões são confundidas com eczema ou psoríase, o que dificulta o diagnóstico.

Especialistas alertam que a identificação precoce é decisiva, já que a doença pode evoluir para quadros mais graves, com inflamação intensa, dor persistente e cicatrizes permanentes, além de elevar o risco de infecções bacterianas secundárias. Embora a maioria dos pacientes responda a antifúngicos orais, o tratamento pode se estender por vários meses.

A Organização Mundial da Saúde já havia advertido sobre o avanço da resistência a medicamentos antifúngicos, classificando o fenômeno como um desafio relevante para a saúde global. Autoridades recomendam que pessoas com lesões suspeitas procurem atendimento médico, evitem contato físico enquanto houver sintomas e não compartilhem roupas, toalhas ou roupas de cama para reduzir a transmissão.

Portal SBN | Com informações | Notícias ao Minuto Brasil

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