Estados

  • Contato:
    (73) 99936-1132
    Luscivanio Lopes
  • Contato:
    (27) 99798-9398
    Luscivanio Lopes

Portal SBN | Sistema Brasileiro de Notícias Portal SBN | Sistema Brasileiro de Notícias

Mãe de menino estuprado e morto dentro de casa tem prisão convertida em domiciliar

Mãe de menino estuprado e morto dentro de casa tem prisão convertida em domiciliar
07 dezembro 11:50 2019 Imprimir notícia
Polícia

A Justiça determinou a soltura de uma mulher de 21 anos que havia sido presa após o filho de 2 anos ser morto dentro de casa, em Goiânia. A Polícia Civil havia responsabilizado ela e o padrasto por abuso, tortura e morte da criança. No entanto, após pedido da defesa, a prisão dela foi convertida em domiciliar para que ela possa cuidar do filho de 4 anos, que estava com a avó.

Defensor da jovem, o advogado Thiago Huascar afirma que sua cliente “não contribuiu para o crime”. “A posição dela é que ela saiu para a casa de uma amiga, que era mais perto do local onde ela faria uma entrevista de emprego no outro dia, deixou [o filho] confiando no rapaz e aconteceu essa tragédia”, disse.

O alvará de soltura da jovem foi expedido na última terça-feira (3) e cumprido dois dias depois. Segundo o advogado, ela segue respondendo ao processo, portanto irá às audiências normalmente “para provar a sua inocência”.

De acordo com ele, a jovem também representa pela guarda do filho mais velho, que estava ficando na casa dos avós maternos.

Abuso, tortura e morte

A criança foi morta no último dia 3 de novembro, na casa em que morava com a mãe e o padrasto, no Setor Eldorado Oeste.

Segundo as investigações, o padrasto chamou o Corpo de Bombeiros para socorrer o menino. No entanto, quando a equipe chegou, a criança já estava morta. A perícia constatou marcas de agressão e mordidas no corpo da vítima.

Após a morte do filho, a mãe chegou a dizer que sabia o que o namorado já havia agredido o menino, mas que acreditou que "ele iria mudar".

A Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) ficou responsável pelo inquérito contra a mãe, que é maior de idade, e a Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), pelo processo contra o padrasto da vítima, que tem 17 anos.

À época, o delegado Quéops Barreto disse que o padrasto confessou que abusava da criança por ter raiva da situação em que vivia. "Ele abandonou o sonho de ser jogador de futebol para viver o romance com a mãe”, relatou.

A Polícia Civil apurou que a mãe sabia das agressões do padrasto contra o enteado, mas não agiu. A mãe alegou, em depoimento, ter perdido o controle do ambiente doméstico e que não conseguia sair do namoro com o adolescente.

“Ficou totalmente esclarecido que, inegavelmente, a mãe tinha condições de saber e até sabia da existência das agressões, inclusive de índole sexual, mas preferiu se manter na situação em que estava”, analisou o delegado Rilmo Braga, à época do crime.

Devido à omissão da mãe, a polícia a indiciou pelos crimes de homicídio, tortura e estupro. O adolescente responderá por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.

Os inquéritos foram finalizados e remetidos ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). Segundo o TJ-GO, os promotores pediram novas diligências. O delegado Helton Fonseca, responsável pelo caso na DIH, disse que ainda não recebeu o processo de volta.

PORTAL SBN| COM INFORMAÇÕES DO G1 GO 

Deixe seu comentário

SIGA-NOS

Próximos Eventos