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Caseiro mata homem a facadas e alega ter sido atacado por espírito maligno indígena

Caseiro mata homem a facadas e alega ter sido atacado por espírito maligno indígena
21 janeiro 19:50 2020 Imprimir notícia
Polícia

IMAGEM ILUSTRATIVA

Um caseiro de 48 anos é suspeito de assassinar a facadas um homem no Bonfim, ao Norte de Roraima. A vítima, ainda não identificada, sofreu vários golpes e foi decapitada. O corpo foi encontrado nessa segunda-feira (20) pela Polícia Militar no rio Tacutu, em uma fazenda da região.

O caseiro, que é indígena da etnia Macuxi, foi detido pela Polícia Militar e alegou legítima defesa, dizendo que cometeu o crime para se defender do ataque de um espírito maligno da crença indígena, o 'Canaimé'.

Na delegacia, ele contou ao delegado Alberto Alencar, que investiga o caso, que matou o homem porque ele estava em forma de onça por estar possuído pelo 'Canaimé'. A vítima era guianense e conhecida na região apenas como "Jhonata".

O Canaimé, segundo a crença indígena, é um espírito maligno que se apodera de qualquer pessoa e a transforma em monstro ou qualquer animal para fazer o mal. Para o delegado, o caseiro se utilizou da lenda indígena para tentar justificar o crime.

"Ele, por ser indígena, está se escondendo trás da lenda. Inclusive falou que esse 'Canaimé' já tinha aparecido por lá outras vezes e até matado gente na Guiana. Mas, ele deu mais de seis terçadas e arrancou a cabeça. Uma coisa é se defender, agora, dar mais de seis golpes? Tem alguma coisa errada", afirmou o delegado.

Ainda em depoimento, o suspeito disse ao delegado que ia armar um malhador de pesca no rio quando foi surpreendido pela vítima. Ele contou que Jhonata, possuído pelo Canaimé, se transformou em um animal parecido com uma onça e o atacou.

"O caseiro conta que depois de dar as terçadas no guianense, ele voltou à forma normal e se transformou de novo em gente", contou o delegado. Como não estava em flagrante, o caseiro foi ouvido e liberado.

O Instituto Médico legal foi acionado e removeu o corpo para Boa Vista. O delegado instaurou inquérito e nos próximos dias deve ouvir outras testemunhas da região, inclusive indígenas que possam falar sobre a lenda do 'Canaimé'.

PORTAL SBN| COM INFORMAÇÕES DO G1 RR

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