Morte precoce de repórter da TV Gazeta mobiliza manifestações do governador Ricardo Ferraço, do ex-governador Renato Casagrande e da imprensa capixaba
O jornalismo do Espírito Santo perdeu uma de suas vozes mais atuantes e promissoras. O repórter Caíque Verli, de 33 anos, profissional da TV Gazeta (afiliada da TV Globo no estado), foi encontrado morto em seu apartamento no bairro Jardim da Penha, em Vitória. O falecimento do comunicador comoveu a imprensa regional e repercutiu entre as principais lideranças políticas do Estado, que prestaram homenagens públicas destacando a empatia, o rigor ético e o comprometimento do profissional com o interesse público.
Reconhecimento de Autoridades do Estado
A trajetória de Caíque Verli e a relevância de seu trabalho para a sociedade capixaba foram amplamente destacadas por lideranças políticas estaduais, como demonstrado nas manifestações oficiais do atual governador do Estado, Ricardo Ferraço, e do ex-governador Renato Casagrande.
Homenagem do Governador Ricardo Ferraço
O governador Ricardo Ferraço prestou sua homenagem pública, enfatizando a relevância do profissional para a imprensa regional e expressando profunda solidariedade a familiares e amigos:
"Triste receber a notícia do falecimento do jovem e talentoso jornalista Caique Verli.
Nosso estado e a comunicação capixaba perdem um grande profissional. Que Deus conforte os corações da família e dos amigos de Caique Verli.
Expressamos solidariedade a todos que o tinham como pessoa querida. Com certeza seu legado e profissionalismo serão lembrados."
— Ricardo Ferraço, Governador do Espírito Santo.

Homenagem do Ex-Governador Renato Casagrande
O ex-governador Renato Casagrande também expressou seu pesar e ressaltou a dedicação e o carinho conquistados pelo jornalista junto à população capixaba:
"Recebo com muita tristeza a notícia da morte do jornalista Caíque Verli. Um profissional jovem, talentoso e dedicado, que conquistou o carinho e o respeito dos capixabas com seu trabalho.
Minha solidariedade à família, aos amigos, aos colegas da Rede Gazeta e a todos que conviveram com Caíque. Que Deus conforte cada coração neste momento tão difícil."
— Renato Casagrande, Ex-Governador do Espírito Santo.

Biografia e Formação Acadêmica
Natural do município de Carangola, na Zona da Mata de Minas Gerais, Caíque Verli Sousa nasceu em 8 de outubro de 1992. Sua paixão pela comunicação o levou à Universidade Federal de Viçosa (UFV), onde ingressou no curso de Comunicação Social / Jornalismo em 2011 e concluiu a graduação em 2015.
Ainda durante a graduação, destacou-se pelo envolvimento em projetos comunitários e pela busca por apurações criteriosas. O Departamento de Comunicação Social da UFV emitiu nota de pesar relembrando a dedicação e o caráter humanitário de Caíque durante sua passagem acadêmica.
Trajetória Profissional na Rede Gazeta
Após graduar-se, Caíque mudou-se para o Espírito Santo ao ser selecionado para a 17ª turma do prestigiado Curso de Residência da Rede Gazeta. O programa de imersão abriu portas para sua contratação definitiva em 2017.
Ao longo de sua trajetória no maior grupo de comunicação do Estado, Caíque atuou como repórter multimídia com contribuições marcantes em diferentes veículos:
Portal A Gazeta: Elaboração de reportagens de prestação de serviço, investigações urbanas e denúncias comunitárias.
Rádio CBN Vitória: Cobertura ao vivo, boletins informativos e jornalismo de serviço em tempo real.
TV Gazeta: Reportagens de vídeo em telejornais diários, como o Gazeta Meio Dia, tornando-se um rosto familiar, técnico e respeitado pela população capixaba.
Sua atuação focava prioritariamente em temas de grande impacto social, como segurança pública, saúde coletiva, mobilidade urbana e direitos cidadãos.
Marca Humana e Sensibilidade no Jornalismo
Colegas de redação e editores ressaltaram que a principal marca de Caíque Verli era a humanidade com que conduzia suas entrevistas, especialmente ao abordar pautas delicadas ou momentos de vulnerabilidade social.
Em manifestações internas e públicas, a equipe da TV Gazeta destacou o compromisso ético e a sensibilidade do jornalista:
"Ele tinha muito cuidado com as fontes e respeito pela dor do outro. Tinha um faro apurado pelas notícias e era apaixonado por jornalismo. Vai fazer muita falta nas telas e na nossa redação."
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