ES envelhece 73% em 12 anos e acende alerta para futuro da saúde suplementar

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Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

ES envelhece 73% em 12 anos e acende alerta para futuro da saúde suplementar

Espírito Santo - Evelhecimento Populacional

Aumento da população idosa amplia demanda por prevenção, acompanhamento contínuo e novos modelos de cuidado nos planos de saúde

O Espírito Santo está passando por uma transformação demográfica que deve impactar diretamente o setor de saúde suplementar nos próximos anos. Entre 2010 e 2022, o número de pessoas com 60 anos ou mais no Estado cresceu 73,1%, passando de 364.745 para 631.398 idosos. O avanço supera o crescimento da população geral capixaba no mesmo período, que foi de cerca de 9%.

O cenário coloca um novo desafio para operadoras, empresas de saúde e profissionais do setor: como garantir atendimento de qualidade para uma população que vive mais e demanda cada vez mais cuidados contínuos. Em 2022, os idosos já representavam 16,47% da população do Espírito Santo, segundo dados do Censo e do Panorama do Idoso elaborado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

Para Flávio Cirilo, CEO da QualiSaúde, o envelhecimento populacional exige uma mudança no modelo de assistência, com maior foco em prevenção, acompanhamento e uso de tecnologia para melhorar a jornada do paciente.

“Durante muito tempo, a saúde foi estruturada principalmente para tratar doenças quando elas já estavam instaladas. O envelhecimento da população mostra que precisamos avançar para um modelo baseado em prevenção, monitoramento e cuidado personalizado, reduzindo complicações e proporcionando mais qualidade de vida”, afirma.

Segundo o executivo, o crescimento da população idosa aumenta a necessidade de soluções que acompanhem o paciente ao longo do tempo, especialmente em casos de doenças crônicas, que exigem acompanhamento frequente e integração entre diferentes profissionais de saúde.

ES envelhece 73% em 12 anos e acende alerta para futuro da saúde suplementarO Espírito Santo também apresenta um dos maiores índices de envelhecimento do país. O Estado ocupa a 6ª posição nacional, com índice de envelhecimento de 58,12, acima da média brasileira de 55,24. O indicador reforça a velocidade da transição demográfica capixaba.

Na avaliação de Flávio Cirilo, o desafio da saúde suplementar será equilibrar sustentabilidade financeira e qualidade assistencial. “O aumento da longevidade é uma conquista da sociedade, mas traz uma responsabilidade: precisamos desenvolver modelos capazes de atender uma população mais velha sem perder eficiência. A tecnologia, a gestão de dados e a atenção preventiva serão fundamentais nesse processo”, destaca.

Além do impacto sobre consultas e tratamentos, o envelhecimento também deve impulsionar a expansão de serviços voltados à terceira idade, como acompanhamento remoto, programas de promoção da saúde, gestão de doenças crônicas e modelos de cuidado domiciliar.

Com uma população cada vez mais longeva, o Espírito Santo entra em uma nova fase para a saúde suplementar: o desafio deixa de ser apenas ampliar o acesso e passa a ser criar estratégias para garantir que as pessoas vivam mais — e com melhor qualidade de vida.

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