Justiça mantém prisão de mulher que matou marido com água quente: ‘Barbárie e desprezo’, diz juiz
A Justiça manteve a prisão da mulher que matou o marido com água quente na Baixada Fluminense. Bruno Machado Marino, de 39 anos, morreu nesta quarta-feira (13/11), depois de, no sábado (9), ter sido dopado e agredido.
“Quando presentes a barbárie e o desprezo pelo valor ou bem jurídico atingido, reclame uma providência imediata do poder público”, escreveu o juiz Diego Fernandes Silva Santos. “Tenho assim que a gravidade concreta do crime e a periculosidade do agente justificam a necessidade da decretação do encarceramento cautelar noticiado, como garantia da ordem pública”, emendou.
Bruno, servidor da Prefeitura de Duque de Caxias, era técnico de iluminação do Teatro Raul Cortez desde a inauguração, em 2006, e cuidava das luzes cênicas do palco.
No último sábado (9), Bruno foi levado em estado grave para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, com queimaduras e feridas. Ele morreu nesta quarta-feira (13), após uma parada cardiorrespiratória.
Amigos da família dizem que a mulher de Bruno colocou calmantes em uma xícara de café e servido a bebida ao companheiro. Após dopá-lo, o atacou com pedradas na cabeça e derramou água quente sobre ele.
Bruno foi internado no CTI do Adão Pereira Nunes com queimaduras em 76,5% do corpo — na face, tronco, membros superiores e coxa direita.
De acordo com a 60ª DP (Campos Elíseos), a autora foi presa em flagrante, no próprio sábado.

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