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Tuberculose cresce no Brasil e no ES; 60% dos casos estão na região metropolitana

Tuberculose cresce no Brasil e no ES; 60% dos casos estão na região metropolitana
09 abril 11:47 2019 Imprimir notícia
Saúde

A taxa de incidência de tuberculose preocupa o Governo Federal. Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, foram 73.200 infecções, média de mais de 200 por dia, e o mais grave: voltou a crescer no País o número de infecções multirresistentes, ou seja, que não respondem aos dois principais medicamentos, como a rifampicina.

No Espírito Santo, 60% dos casos de tuberculose estão na região metropolitana. Foram identificados 1.305 novos casos da doença em 2018, com coeficiente de incidência de 32,9 casos por 100 mil habitantes por ano e 68 pessoas morreram vítimas da doença no Estado no ano passado.

Já em 2017, o número de casos foi de 1.155, correspondendo a um coeficiente de incidência de 28,8 casos por 100 mil habitantes. Também foram registradas 68 mortes por tuberculose. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam ainda que, a cada 100 mil habitantes, pelo menos duas pessoas morrem vítimas de tuberculose no Espírito Santo.

DOENÇA INFECCIOSA

É uma doença infectocontagiosa transmitida por via aérea, como tosse, espirro e fala, que pode ser fatal e que progride silenciosamente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil ocupa a 20ª posição na lista dos 30 países prioritários para a tuberculose.

De acordo com a coordenadora Ana Paula Rodrigues Costa o sintoma principal da doença é tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. No entanto, ela disse que a pessoa também deve ficar atenta a outros sintomas como febre baixa, geralmente à tarde; suor noturno; falta de apetite; perda de peso; cansaço fácil; fraqueza e dor no peito e nas costas. Se observados esses sinais, a pessoa deve buscar a unidade de saúde mais próxima de sua residência.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico da tuberculose é feito por meio do exame Baciloscopia de Escarro. O resultado fica pronto no mesmo dia e pode ser feito em todas as unidades de saúde do Estado. Nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica são oferecidos o Teste Rápido Molecular para tuberculose, que identifica o bacilo em até duas horas.

O teste rápido é feito com tecnologia biomolecular que além de detectar o bacilo da doença, também identifica se ele tem resistência ao medicamento Rifampicina, principal remédio e um dos quatro medicamentos usados para tratamento. Com a realização de outro exame, denominado Teste de Sensibilidade Antimicrobiana (TSA), também é possível diagnosticar a quais desses medicamentos o bacilo desenvolveu resistência.

Após o diagnóstico, o tratamento também é realizado na própria unidade de saúde, onde o paciente realiza o acompanhamento e retira os medicamentos de forma gratuita. O tratamento é feito por poliquimioterapia (uso de vários comprimidos) com antibióticos. Esses medicamentos devem ser tomados todos os dias, sem interrupção.

ABANDONO DO TRATAMETO

Em 2017 o Estado registrou 76% de cura da doença, mas 9,5% dos pacientes abandonaram o tratamento.

Já em 2016, 76% dos pacientes também ficaram curados da doença, mas o índice de abandono do tratamento foi maior, de 10,1%. Os dados de 2018 ainda estão sendo calculados.

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