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'Se Bolsonaro não me quiser, é só me dizer', diz Mourão em entrevista

'Se Bolsonaro não me quiser, é só me dizer', diz Mourão em entrevista
27 abril 17:19 2019 Imprimir notícia
Destaque Política

“Se ele (Bolsonaro) não me quer, é só me dizer. Pego as coisas e vou embora”, disse o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, em entrevista à revista Veja neste sábado (27/04), sobre crise entre ele e a família Bolsonaro.

Mourão ainda disse, incomodado, segundo a publicação, que ”é um soldado da nação” e que, no governo, “tudo o que faz é tentar ajudar o presidente e não o contrário”. Mas que, sim, pode renunciar ao cargo se o presidente pedir.

“O presidente nunca me disse para parar, para não falar com essa ou aquela pessoa. Então, entendo que não estou fazendo nada de errado. Mas se ele quiser que eu pare…”, disse à publicação da Editora Abril.

A crise entre Carlos e Mourão nesta semana

Carlos Bolsonaro, em seu Twitter, se referiu ao vice-presidente como “o tal de Mourão” e “queridinho da imprensa”, destacou uma fala do general de 11 de setembro, em que ele disse para “acabar com a vitimização” em torno do atentado a Jair Bolsonaro, ocorrido 5 dias antes, e chamou de “estranho” o encontro de Mourão com políticos que, segundo ele, detestam o presidente.

Mourão não é o primeiro desafeto público de Carlos no primeiro escalão do governo do pai. Gustavo Bebianno perdeu o posto de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República após se desentender com ele.

Carlos acusou Bebianno de mentir ao dizer que falou com Bolsonaro enquanto ele estava internado no hospital sobre o escândalo envolvendo o PSL. Carlos chegou a divulgar um áudio privado que seu pai gravou e enviou por WhatsApp para Bebianno, dizendo que não falaria com o ministro.

Em encontro com jornalistas no Palácio do Planalto nesta semana, Bolsonaro comparou a crise com o vice-presidente a um casamento. “Estamos dormindo juntinhos a noite toda (...). “Durante o dia, brigamos sobre quem lava a louça”, disse. “E sobre quem faz a grama”, completou Mourão.

A metáfora ligada ao matrimônio tem sido uma constante no repertório do presidente, que em diversos momentos já fez uso dela para explicar as dificuldades que tem com seus interlocutores políticos.

Em sua fala, o presidente ainda sinalizou que, se no futuro houver uma reeleição, o atual vice fará parte de sua chapa. “O casamento entre eu e Mourão é até 2022, no mínimo; até lá, vamos ter que dormir juntos”, disse.

A repercussão no Congresso Nacional

Parlamentares do PSL, partido do presidente, tentam, publicamente, acalmar os ânimos. Na quarta-feira (24/04), líderes do partido consultados pelo HuffPost Brasil assumiram haver um desgaste causado pela troca de farpas, mas também abusaram de metáforas para tentar minimizar os ataques do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ao general da reserva.

“Me parece aquela briga de bêbado de madrugada. Tem que pegar um e levar para casa. Você sabe que não vai dar em nada. É só prejuízo”, afirmou o líder do PSL no Senado,

Major Olímpio (PSL-SP). “Filho do Bolsonaro não vai deixar de ser filho, nem o Mourão vai deixar de ser vice-presidente”, completou.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), por sua vez, comparou a crise a relacionamentos românticos, a exemplo do que geralmente faz o próprio presidente Bolsonaro. “Se até namorado briga, imagina o filho do presidente... é uma porção de briga de poder. Um quer mandar. O outro quer mandar”, disse.

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