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Quatro alpinistas morrem por causa da superlotação no Everest

Quatro alpinistas morrem por causa da superlotação no Everest
24 maio 19:07 2019 Imprimir notícia
Mundo

Autoridades do Nepal anunciaram, nesta sexta-feira (24/05), a morte de quatro alpinistas que tentavam escalar o Everest, nas últimas horas, elevando para oito o número de mortes nesta temporada na maior montanha do planeta. Escaladores apontam a superlotação no local como fator para esses óbitos. Uma foto que postada por um esportista mostra o engarrafamento para alcançar o topo do maciço de neve e pedra.

Quem precisou encarar essa fila foi o empresário Juarez Gustavo Soares, de 48 anos. Na última quarta-feira (22/05), ele se tornou o primeiro capixaba a chegar ao topo da montanha. No entanto, depois de subir os 8.848 metros do monte, Juarez também precisou ser socorrido às pressas ao hospital de helicóptero com congelamento das pálpebras e cegueira por neve.

Dois alpinistas indianos, porém, morreram na quinta-feira (23/05), conforme informou à AFP Mira Acharya, porta-voz do Departamento de Turismo do Nepal. Organizadores de expedições anunciaram o falecimento de mais dois alpinistas – um austríaco e um nepalês.

Segundo o comunicado das autoridades, a indiana Kalpana Das, 52 anos, chegou ao topo do Everest, mas faleceu no momento da descida. O mesmo aconteceu com o também indiano, Nihal Bagwan, 27 anos.

"Ele ficou bloqueado no engarrafamento durante mais de 12 horas e estava esgotado. Os guias sherpa (etnia local que auxilia os escaladores) o trouxeram ao campo 4 e morreu no local", afirmou Keshav Paudel, da agência Peak Promotion.

Já o escalador um austríaco, de 65 anos, morreu no lado tibetano da montanha, enquanto que um guia nepalês, de 33 anos, faleceu em um acampamento-base, depois de ficar doente no campo 3, a 7.158 metros de altitude.

Zona da morte

O período entre o fim de abril e o mês de maio é considerado mais vantajoso para a escalada do monte, pois as condições meteorológicas são menos extremas. O alpinista Nirmal Purja publicou em uma rede social uma foto que mostra o engarrafamento de escaladores próximo ao local da montanha conhecido como “zona da morte”.

O nome da área é devido ao fato de ser um local com altitude de 8 mil metros e, nessa altura, o oxigênio é mais escasso na atmosfera e os alpinistas precisam recorrer a garrafas de oxigênio para alcançar o topo.

"Permanecer muito tempo na zona da morte aumenta os riscos de congelamento, de sofrer o mal da altitude ou inclusive de morte", explica à AFP Ang Tsering Sherpa, ex-presidente da Associação de Alpinistas do Nepal.

Os engarrafamentos, segundo os analistas, são provocados pela proliferação de permissões de escalada, assim como pelo reduzido número de 'janelas' meteorológicas adequadas para chegar ao topo. Desta maneira, todas as expedições iniciam o ataque final ao Everest durante os mesmos dias.

Número maior de mortes

Nos últimos dias, dois alpinistas indianos e um americano faleceram no Everest. Outro montanhista irlandês também teria falecido, depois de escorregar e cair de uma área a 8.300 metros de altura, mas o corpo não foi encontrado. O número de mortes nesta temporada já supera o registrado no ano passado, quando cinco alpinistas morreram na escalada do Everest.

O topo do Everest foi alcançado pela primeira vez em 1953 pelo neozelandês Edmund Hillary e o nepalês Tenzing Norgay.

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