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Pais devem se atentar ao uso excessivo de eletrônicos por crianças

Pais devem se atentar ao uso excessivo de eletrônicos por crianças
13 março 15:51 2019 Imprimir notícia
Estilo de Vida

Com os avanços tecnológicos percebe-se que as crianças estão cada vez mais conectadas no mundo virtual e nas diferentes ferramentas e plataformas digitais. Contudo, o monitoramento e a identificação do possível uso excessivo, precisam ser realizados constantemente pelos pais e responsáveis.

Com vasta experiência em atendimento clínico e acompanhamento infantil, o psicólogo Marcos Jr. explica que o aumento do uso de eletrônicos se dá por vários fatores, que somados, interferem diretamente nas relações dos pequenos com seus pais, familiares e amigos, além de comprometer o desenvolvimento cognitivo.

"A rua deixou de ser espaço de integração e desenvolvimento como em outros tempo. O medo, afeto central na sociedade contemporânea, opera como componente para o aumento das vendas e uso dos aparelhos. Estamos em um momento que, uma das formas de manter as crianças próximas de si é oferecendo aparelhos eletrônicos", pontuou o profissional.

ELETRÔNICOS

A técnica de enfermagem, Lisa Martinez, 28 anos, mãe de Gabriel, 8, disse que antes mesmo de seu filho completar 12 meses, ela já usava os eletrônicos como forma de agilizar as tarefas do dia a dia. "Sempre foi uma questão de necessidade, porque era a maneira que eu achava para distrai-lo, enquanto eu fazias as coisas. Começou com a televisão, onde ele assistia a Galinha Pintadinha, depois passou para o tablet e hoje ele tem celular", contou Martinez.

Ainda de acordo com o especialista, os impactos do uso dos aparelhos devem ser analisados de forma singular, porque cada criança sente e apresenta comportamentos diferentes. Sendo assim, os pais precisam estar atentos para identificar o excesso do manuseio por parte dos filhos.

"O exagero pode ser pontual, breve ou mesmo ter um tempo durante o dia para acontecer. Existem crianças que usam aparelhos para dar conta da falta dos pais enquanto estes trabalham, estudam ou realizam tarefas domésticas, além de utilizarem quando não conseguem falar sobre algo que estão sentindo".

Conforme relato de Lisa, apesar do filho ter acesso aos dispositivos móveis desde cedo, ele busca meio de sempre controlar o uso. "O celular é muito vantajoso para mim. Sempre dou plantão no trabalho e, graças ao aparelho, consigo saber notícias dele. Nos falamos pelo WhatsApp e por chamadas de vídeos, porém, todos os aplicativos adultos são bloqueados. Estou sempre de olho em tudo", ressaltou a mãe.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

Crianças não nascem desejando aparelhos, senão mãe e pai. Antes de apresentar qualquer dispositivo eletrônico como forma de interação e prazer, apresentem-se!

Demonstrar interesse, dar atenção, as questões trazidas pela criança em relação as coisas que ela teve acesso enquanto utilizava os dispositivos eletrônicos garante uma aproximação maior entre adultos e elas.

Não desdenhar ou tratar de maneira indelicada o que é trazido como descoberta e interrogação permite que as relações sejam potencializadas, mesmo com o aparelho sendo o objeto em questão.

A criança não possui interesse na máquina, sua relação é simbólica com aquilo que se apresenta enquanto linguagem no aparelho e, de alguma forma, traduz seus anseios, atende seus desejos e fale aquilo que não consegue, é impedida ou não gostaria de falar.

A participação dos pais, em muitos casos, é fundamental. Não cabe ao aparelho interagir com a criança. Até porque ele não pode fazer isso, dado que sua função não é outra, senão entreter.

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