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Os 4 Cavaleiros do Apocalipse que ameaçam o mundo, segundo o secretário-geral da ONU

Os 4 Cavaleiros do Apocalipse que ameaçam o mundo, segundo o secretário-geral da ONU
23 janeiro 09:08 2020 Imprimir notícia
Mundo

Os quatro "Cavaleiros do Apocalipse" que ameaçam o progresso do mundo no século XXI são as tensões geopolíticas, as mudanças climáticas, a crescente desconfiança global e o abuso das novas tecnologias, sublinhou o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante um discurso perante a Assembleia Geral da ONU.

Tensões geopolíticas
"O primeiro cavaleiro é representado pelo nível, nunca antes atingido, das tensões geoestratégicas globais", advertiu Guterres. Segundo o secretário-geral, essas tensões estão levando a novos conflitos, ataques terroristas que estão causando mais vítimas, enquanto a ameaça nuclear está crescendo.

"Mais pessoas foram forçadas a sair de suas casas devido às guerras e perseguições como nunca se viu em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial", sublinhou igualmente.

Além disso, recentemente, o principal acordo que pôs ordem e consenso no desenvolvimento das armas nucleares na etapa final da Guerra Fria, o INF, desmoronou. E, livres do espartilho que os restringia, a tensão entre a Rússia e os Estados Unidos fez a corrida armamentista recomeçar. Trata-se de uma escalada complexa, em uma nova era de armas mais modernas e poderosas, que pode desencadear uma crise global. Porque enquanto Vladimir Putin e Donald Trump se acusam mutuamente de descumprir o pacto e colocar a estabilidade mundial em risco, ambas as potências observam a China, que, sem as restrições do acordo nuclear, desenvolve uma poderosa indústria bélica.

Mudanças climáticas
Segundo Guterres, o segundo cavaleiro seria a crise climática que ameaça o planeta. A este respeito, o secretário-geral da ONU advertiu para o fato de a temperatura global continuar subindo, o que faz com que um milhão de espécies esteja em perigo de extinção a curto prazo, manifestando temor de que a Terra se aproxime de um "ponto de não retorno".

Quanto a isso, percebe-se que não param as discussões em torno da ameaça do derretimento das geleiras da Antártica. E elas não são vazias, tangendo não só a moradia de milhões de animais, mas também a possibilidade de não termos água potável no futuro.

Ações sobre mudança climática são, sem dúvida, o maior desafio para as políticas públicas de nossos dias. Por pelo menos 50 anos são preponderantes as evidências científicas que sustentam a visão de que o mundo está esquentando e que é por causa da atividade humana. Os cientistas da natureza têm feito seu trabalho, poorém políticos e economiostas parecem não se preocupar muito.

Desconfiança mundial
O terceiro cavaleiro seria a "desconfiança profunda e crescente no mundo". Como recordou o diretor da organização internacional, a confiança nas instituições políticas está diminuindo, as mulheres estão exigindo igualdade e denunciando a xenofobia, a violência e discriminação, enquanto a hostilidade contra refugiados e migrantes está aumentando.

Guterres destaca também, baseando-se em um recente relatório da ONU, que duas em cada três pessoas vivem em países onde a desigualdade aumentou.

No  Brasil, uma pesquisa publicada recentemente pelo programa Cidade e Alteridade da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reafirma a xenofobia. Ao entrevistar haitianos residentes na região metropolitana de Belo Horizonte, descobriu-se que 60% dos homens haitianos entrevistados sofrem de xenofobia e outros tipos de preconceito no local de trabalho. Em relação às mulheres entrevistadas, esse número atinge os 100%.

Mundo digital
Finalmente, o último dos quatro "Cavaleiros do Apocalipse": para Guterres, o lado negro do mundo digital representa a quarta ameaça.

Apesar dos indubitáveis benefícios trazidos pelas novas tecnologias, há quem recorra a elas "para cometer crimes, incitar ao ódio, falsificar informações, oprimir e explorar pessoas e invadir a privacidade".

"Os avanços tecnológicos estão sendo mais rápidos que a nossa capacidade de responder a eles ou mesmo de os compreender", arrematou.

Sinais de esperança
No entanto, apesar de todos estes perigosos indícios, Guterres também registra "alguns sinais de esperança". Segundo ele, vários conflitos foram evitados durante o ano passado, sobretudo na República Democrática do Congo, Madagáscar, Mali e Maldivas. Guterres salientou a concluir os conflitos onde se fizeram progressos positivos, como os do Iêmen, Síria e Líbia.

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