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Intercept: Procuradores temiam que a ida de Moro para Brasília poderia manchar a imparcialidade das ações da Lava Jato

Intercept: Procuradores temiam que a ida de Moro para Brasília poderia manchar a imparcialidade das ações da Lava Jato
30 junho 15:25 2019 Imprimir notícia
Nacional

Mensagens atribuídas a procuradores do Ministério Público Federal mostram críticas à decisão do ex-juiz federal Sérgio Moro em aceitar o cargo de ministro no governo Jair Bolsonaro, em novembro do ano passado, segundo reportagem veiculada pelo site The Intercept Brasil.

A suposta troca de mensagens teria ocorrido entre 25 de outubro - três dias antes do segundo turno das últimas eleições - e 1º de novembro do ano passado, data em que Moro aceitou convite para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo as mensagens, além das críticas ao ex-juiz e seu envolvimento com Bolsonaro, os procuradores também temiam que a ida de Moro para Brasília poderia manchar a imparcialidade das ações da Lava Jato.

Pelo Twitter, Moro voltou a criticar as reportagens do The Intercept Brasil, classificando a mais recente como "suposta fofoca de procuradores". "A matéria do site, se fosse verdadeira, não passaria de supostas fofocas de procuradores, a maioria de fora da Lava Jato", afirmou.

O ministro também criticou duas correções feitas pelo The Intercept Brasil: a primeira se refere a um erro de data, onde o texto listava que um chat teria ocorrido em 1º de novembro de 2019 ao invés de 2018 e outro sobre o local de trabalho da procuradora Monique Checker, que atua no Ministério Público Federal de Petrópolis, e não em Barueri e Osasco.

"Isso só reforça que as msgs (mensagens) não são autênticas e que são passíveis de adulteração. O que se tem é um balão vazio, cheio de nada. Até quando a honra e a privacidade de agentes da lei vão ser violadas com o propósito de anular condenações e impedir investigações contra corrupção?", escreveu Moro.

Movimentos como o Vem pra Rua e o MBL convocaram para este domingo manifestações de rua em apoio ao ministro e à Lava Jato.

A reportagem não conseguiu contato com os procuradores citados.

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