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Flávio Bolsonaro usa tragédia de Suzano para criticar desarmamento

Flávio Bolsonaro usa tragédia de Suzano para criticar desarmamento
13 março 20:41 2019 Imprimir notícia
Nacional

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) usou a tragédia ocorrida em uma escola em Suzano (SP) nesta quarta-feira (13/03) para criticar a maioridade penal e o estatuto do desarmamento.

"Meus sentimentos a todos os familiares das vítimas covardemente assassinadas no colégio em Suzano. Mais uma tragédia protagonizada por menor de idade e que atesta o fracasso do malfadado estatuto do desarmamento, ainda em vigor", disse o senador às 15h52, sete minutos antes de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ir às redes sociais falar sobre o assunto.

"Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atentado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos!", escreveu Bolsonaro, seis horas após mais de seis horas de silêncio.

Oito pessoas, sendo ao menos seis alunos, morreram em um ataque a tiros na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira. Segundo a Polícia Militar, quatro estudantes e dois funcionários foram mortos no local e outros dois alunos morreram após serem levados a hospitais da região.

Os disparos foram feitos quando dois homens encapuzados atiraram contra os alunos e, em seguida, se mataram. Eles foram identificados como Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17.

Seguidores de Flávio no Twitter criticaram a manifestação do senador. "Era melhor não ter falado nada", escreveu Alessio Esteves. "Presta solidariedade, mas quer defender a bandeira política, francamente que vergonha desses políticos, de todos os políticos", escreveu uma internauta que se identifica apenas como Fabiana.

PROJETOS POLÊMICOS

A tragédia reacendeu no Congresso a discussão sobre dois projetos polêmicos. Pelo lado governista, voltou-se a discussão da proposta, segundo a qual jovens menores de 18 anos, mas maiores de 16 anos, poderão ser condenados pela prática de crimes graves, já foi aprovada na Câmara e está parada no Senado desde 2015.

Pelo lado da oposição, pediu-se celeridade na apreciação de um decreto legislativo que susta o decreto do presidente Jair Bolsonaro que facilita a posse de armas.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), começou a articular a apresentação de um requerimento de urgência para que a proposta de diminuir a idade para que um jovem possa ser condenado seja votada rapidamente. "Está parado. É só pautar. Vamos para o voto. Não pode ter assunto que o Senado desconheça desistir. Vamos para o plenário, colocar argumentação, expor para a sociedade brasileira", disse Olímpio à Folha de S.Paulo.

O senador defende com outros colegas que o Senado priorize pautas de segurança e corrupção, enquanto a Câmara trata da reforma da Previdência. Segundo Olímpio, o grupo já selecionou 21 projetos que podem ser apreciados. O assunto interrompeu as votações na CCJ (comissão de Constituição e Justiça) na manhã desta quarta-feira com informações ainda desencontradas. No momento da sessão, por exemplo, acreditava-se que os dois atiradores eram menores de idade.

'PRESIDENTE DO SENADO

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), manifestou-se apenas por uma postagem no Twitter. "É com perplexidade que recebi, a notícia do tiroteio no Colégio Estadual Raul Brasil, em Suzano-SP. Eu me solidarizo às famílias das vítimas e espero que as reais causas dessa tragédia sejam descobertas", afirmou.

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