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Duvidas? Conheça métodos de anticoncepcionais que podem ser utilizados

Duvidas? Conheça métodos de anticoncepcionais que podem ser utilizados
11 julho 11:17 2019 Imprimir notícia
Saúde

Segundo relatório publicado pelo Departamento da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos Econômicos e Sociais, Tendências do Uso de Métodos Anticoncepcionais no Mundo, 64% das mulheres em um relacionamento estável usam métodos anticoncepcionais.

No Brasil, o público feminino que usou algum tipo de método contraceptivo chegou a 79% em 2015, contra cerca de 51% em 1970. “O uso de anticoncepcionais auxilia na prevenção de uma possível gravidez indesejada, ajuda a manter o ciclo menstrual regulado e proporciona alguns benefícios à saúde da mulher, por isso esse aumento durante os anos”, revela Renato de Oliveira, ginecologista e infertileuta da Criogênesis.

Apesar de ser um assunto muito discutido, algumas questões ainda precisam ser esclarecidas. Abaixo, o especialista separou as principais dúvidas dos métodos contraceptivos.

Existe um método contraceptivo mais efetivo?

Se pensarmos em relação a evitar gravidez e prevenir doenças sexualmente transmissíveis, o preservativo é uma boa opção. Se considerarmos apenas o fato de evitar gravidez, o anticoncepcional oral, combinado ou não, é uma excelente opção também para controle do ciclo e melhora da oleosidade da pele e acne.

Os injetáveis propiciam a praticidade de aplicações mensais ou trimestrais; porém, a aversão às picadas pode ser um fator que diminua a adesão destas pacientes. Anel vaginal é um método efetivo, mas com resistência de muitas pacientes pela forma de uso. O adesivo também possui boa efetividade, no entanto, pode ocorrer uma perda desta se a mulher for obesa. Os dispositivos intrauterinos são rejeitados em uma pequena parcela das mulheres. Assim, antes de escolher o método, é necessário entender o propósito, a forma de uso do contraceptivo, além da adequação da paciente.

Qual a importância da utilização de métodos contraceptivos?

Além de prevenir a gravidez, o uso desses métodos ajuda a controlar o ciclo menstrual, além de aliviar a TPM e reduzir as cólicas e fluxo menstrual.

O anticoncepcional pode falhar?

Sim. Não existe nenhum método 100% e as chances de falhar aumentam se a mulher tiver náuseas e vômitos, diarreia, tomar bebida alcoólica, esquecer ou tomar fora do horário.

Usar um contraceptivo por muito tempo pode levar à infertilidade?

É muito importante frisar que os métodos hormonais não causam infertilidade. “A interrupção do método e o retorno dos ciclos menstruais sugere o retorno à fertilidade. O que causa infertilidade não é o fato de usar um anticoncepcional por 10 ou 15 anos por exemplo, mas ter 10 ou 15 anos a mais e a idade impacta na taxa de gravidez”, explica Dr. Oliveira.

Remédios podem contar o efeito do anticoncepcional?

Sim, podem. Dentre todos, deve-se destacar alguns antibióticos e antidepressivos. Portanto, informe sempre ao seu médico sobre o uso de remédios em paralelo.

Posso engordar utilizando os métodos contraceptivos?

Os métodos estão cada vez mais modernos e utilizam baixas doses de hormônios, causando o mínimo possível de transtorno em relação ao peso e, desde que não existam contraindicações, costumam ser bem tolerados. O que engorda é a alimentação, o sedentarismo e o passar do tempo com as modificações naturais do metabolismo.

É possível engravidar nos 7 dias de intervalo entre uma cartela e outra?

Não. Desde que a mulher tenha feito o uso correto, não existe nenhum momento fértil para que possa surgir uma gravidez.

Tem algum problema usar o medicamento para ficar sem menstruar?

A interrupção da menstruação com métodos anticoncepcionais, desde que não haja contraindicações, é considerada segura e deveria ser oferecida como uma opção para a mulher moderna. “No entanto, a escolha do método depende de critérios de elegibilidade definidos pela Organização Mundial de Saúde a fim de avaliar o risco para cada paciente. Assim, antes de iniciar qualquer método, procure seu ginecologista”, finalizou Renato.

PORTAL SBN | COM INFORMAÇÕES REDAÇÃO FOLHA VITÓRIA

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