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Desabamento em Itapoã: mais de 12 horas de buscas por possíveis vítimas

Desabamento em Itapoã: mais de 12 horas de buscas por possíveis vítimas
24 maio 22:02 2019 Imprimir notícia
Espírito Santo

Após 12 horas, as buscas por possíveis vítimas de um prédio que desabou, no Bairro Itapoã, em Vila Velha, na manhã desta sexta-feira (24), continuam durante a noite. De acordo com a Tenente Andressa, o trabalho do Corpo de Bombeiros só será encerrado após não existir mais chances de encontrar vítimas.

Segundo a tenente, a cadela Beck, que veio de helicóptero de Colatina durante a tarde para ajudar na identificação das possíveis vítimas, demonstrou interesse por uma área durante a busca. "A Beck farejou duas vezes a mesma área, uma área mais atrás, uma área diferente do que a Zara demonstrou interesse mais cedo.

A gente está investigando e movimentamos os escombros mais uma vez. Ela indicou novamente, pela segunda vez, o mesmo local", explicou.

O prédio que estava desabitado há pelo menos 14 anos, caiu por volta das 5h30. Os moradores disseram que havia uma placa de interditado no edifício e que a estrutura apresentava várias rachaduras. Moradores contaram ainda que o barulho foi assustador.

A manicure Ana Claudia Ferreira e o marido Eduardo Ferreira relataram que, no momento da queda, eles olharam pela janela e a rua estava cheia de poeira. O casal só entendeu o que estava acontecendo depois que desceu e viu o desabamento.

VIZINHO DISSE TER VISTO UMA PESSOA DENTRO DO PRÉDIO

Um vizinho que passava perto do prédio que desabou afirmou para o Corpo de Bombeiros que havia uma pessoa momentos antes do desabamento dentro do edifício. O pescador Roberto Gomes Coutinho, de 40 anos, passou no local por volta das 4 horas. O prédio caiu às 5h30.

VISTORIA

De acordo com a engenheira da Defesa Civil, Márcia Sina Simões, no ano passado, uma equipe realizou uma vistoria no local, onde foram identificadas rachaduras e uma leve inclinação no prédio. "Na época, a gente precisava entrar em contato com o proprietário para notificá-lo, pra contratar um engenheiro pra ver se tinha a possibilidade de uma recuperação estrutural, mas a gente não conseguiu achar esse proprietário", disse.

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