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Com os campeões de 88, Bahia lança projeto de museu na Fonte Nova

Com os campeões de 88, Bahia lança projeto de museu na Fonte Nova
19 fevereiro 15:05 2019 Imprimir notícia
Esporte

A Fonte Nova vai ficar ainda mais tricolor. Na manhã desta terça-feira (19/02), o Bahia apresentou o projeto de construção do museu do clube. O equipamento vai ser instalado dentro do estádio, no setor abaixo do mirante, e vai contar com um rico acervo com camisas, troféus, medalhas e artefatos que lembram a história do tricolor.

A data escolhida para o lançamento do museu não foi à toa. Hoje o clube comemora 30 anos da conquista do título brasileiro de 1988 - definido em fevereiro de 1989. Por isso, a cerimônia contou com a presença dos ex-jogadores que participaram da campanha histórica.

"O museu vai ser instalado em um espaço de 1.200 m dentro da Fonte Nova. Parte dele vai contar com exposição permanente e outra com exposições temporárias com temáticas específicas. Já estamos reunindo mais de mil peças sobre o clube. A gente aposta que esse museu vai ser mais um ponto turístico da cidade", explicou o presidente Guilherme Bellintani.

De acordo com o projeto apresentado pela direção do Bahia, ao todo o museu vai contar com nove salas fixas e um auditório para 50 pessoas. O clube projeta um local moderno, com materias que vão ser exibidos em formato audiovisual e que permitam a interatividade do torcedor.

A previsão é de que o novo local seja inaugurado em dezembro de 2019 - o clube só poderá fazer intervenções no estádio a partir de agosto, após a Copa América, que será realizada entre os meses de junho e julho, mas o Bahia já está trabalhando no acervo. Em dezembro do ano passado o tricolor lançou uma campanha de financiamento coletivo para recuperar alguns troféus. Outra parte do acervo será emprestada por torcedores.

O administrador Eduardo Medeiros, de 27 anos, é um dos torcedores que estão ajudando o clube. Junto com outros três colecionadores ele mantém um acervo com mais de 700 camisas e outros artefatos que contam a história do Esquadrão.

"É um grande prazer colaborar com o Bahia. Uma instituição precisa preservar a sua história, o Bahia está optando por esse caminho no momento certo, um momento que está trazendo dignidade para os ídolos. Eu sou colecionador de camisas, chuteiras, medalhas, objetos que estão ligados a história do Bahia. Um item que eu tenho um carinho é a medalha de campeão baiano de 1931. É o único registro físico que se tem da primeira conquista do Esporte Clube Bahia", disse Eduardo.

Ao CORREIO o presidente do consócio que administra a Fonte Nova, Dênio Cidreira, falou sobre a importância da construção do museu tricolor no estádio. Ele destacou ainda que tudo está sendo feito dentro do acordo entre clube e arena.

"É super importante para a Fonte Nova receber o museu do Bahia. Mostra o caráter multiuso do equipamento. Outros clubes também têm espaço para, se vierem a firmar contrato com a Fonte Nova, instalar um museu aqui dentro. Quem ganha é o povo da Bahia com mais opções de lazer e cultura", explicou Dênio.

Parceria

Além de apresentar o museu, o Bahia aproveitou ainda para selar parceria com a Associação dos Campeões Brasileiros de 88. O grupo foi formado há três anos e reúne os atletas que conquistaram o bicampeonato brasileiro. O ex-atacante Charles Fabian comemorou o resgate da história do clube.

"Esse momento é único. Durante 30 anos muita coisa ficou esquecida, muita gente não valorizava, mas hoje a diretoria do Bahia está valorizando a nossa história, a história do clube. Tudo isso é muito gratificante", afirmou Charles.

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