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Após confirmação de estupro em viatura em SP, inquérito determina expulsão de PMs

Após confirmação de estupro em viatura em SP, inquérito determina expulsão de PMs
10 julho 08:02 2019 Imprimir notícia
Justiça

A corregedoria da Polícia Militar em São Paulo propôs ao comando da corporação a expulsão dos dois policiais envolvidos no estupro de uma jovem, de 19 anos, dentro de uma viatura em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A informação é do ouvidor da PM, Benedito Domingos Mariano, que acompanhou o inquérito interno que foi concluído com a recomendação.

Em junho, a vítima foi convidada a entrar na viatura ao pedir uma informação sobre um ponto de ônibus aos dois policiais, que ofereceram carona até o terminal rodoviário nas proximidades. Com o carro em movimento, um dos policiais a estuprou no banco de trás. A versão foi negada pelos policiais após denúncia, mas imagens de câmeras corroboraram a fala da jovem.

Após quase um mês, a investigação aberta pela corregedoria foi finalizada e entregue ao Comando da PM na capital. "A conclusão administrativa foi pela expulsão dos dois policiais. É uma decisão importante, pois a corregedoria agiu com rigor e rapidez diante de um crime bárbaro. Está de parabéns a capitã que presidiu [o inquérito]", informou o ouvidor da corporação.

Ainda de acordo com Benedito, não há prazo para que o comando da corporação aprecie a recomendação apresentada pelo inquérito interno. "A decisão demora algumas semanas", afirmou. A expectativa é que a conclusão seja acatada. Enquanto isso, ambos policiais envolvidos no ataque permanecem detidos no presídio militar Romão Gomes, também na capital paulista.

O caso

Em entrevista ao G1, a vítima relatou que voltava da festa de uma amiga, em 12 de junho, quando pediu ajuda a dois policiais, perguntado onde encontrava um ponto do ônibus. "Eu estava vindo de outra cidade e tinha perdido o ponto de descida em São Vicente, onde moro. Então tive que descer em Praia Grande, por isso pedi ajuda", contou.

De acordo com a jovem, nesse momento, os policiais ofereceram carona até o Terminal Rodoviário Tude Bastos, na mesma cidade, afirmando que seria mais fácil para ela conseguir pegar um ônibus. Ela aceitou, sentou no banco de trás e um policial também. Com o carro em movimento, ela diz que ele começou a puxar seu cabelo para que ela o beijasse, e depois, ele a estuprou.

A jovem relatou que ficou em estado de choque quando o policial parou de abusar sexualmente dela. “Me deixaram na rodoviária como se nada tivesse acontecido”. Com medo, ela afirma que saiu sem olhar para trás e acabou esquecendo o celular no banco da viatura. "Ele ainda teve coragem de perguntar se estava tudo bem. Eu só queria ir embora", acrescentou.

passou a investigar o caso junto com a corregedoria da PM. Os dois policiais afirmaram em depoimento que ambos sentaram nas poltronas da frente da viatura, mas a versão foi desmentida depois que um vídeo de monitoramento flagrou um deles entrando no banco de trás do veículo.

As imagens e um laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovando o estupro sustentaram a prisão preventiva dos policiais militares, que foram detidos duas semanas após o crime. O G1 não conseguiu contato com a defesa dos dois envolvidos no caso.

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