Capitão Seboso e Papeleiro Maluco: ação trata educação ambiental de forma lúdica nas escolas públicas da Grande Vitória

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Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

Capitão Seboso e Papeleiro Maluco: ação trata educação ambiental de forma lúdica nas escolas públicas da Grande Vitória

Vitória - Vitória

Na semana do Dia das Crianças, campanha da Aegea alcança cerca de 10 mil alunos da Serra, de Vila Velha e de Cariacica com jogos, oficinas, teatro e outros recursos educativos

Na semana do Dia das Crianças, cerca de 10 mil alunos de escolas municipais da Serra, de Vila Velha e de Cariacica estão aprendendo, de forma lúdica, como pequenas atitudes dentro de casa podem contribuir para o bom funcionamento da rede de esgoto e para a preservação ambiental. A iniciativa faz parte da campanha “Vilões do Esgoto”, desenvolvida pela Aegea que atua em parceria público-privada com a Cesan nos três municípios.

Em atividades realizadas desde setembro, situações que fazem parte da rotina das equipes de saneamento ganham uma linguagem voltada ao público infantil. Materiais gráficos, jogos de tabuleiro, palestras, oficinas e teatro ajudam a explicar por que óleo de cozinha, lixo, medicamentos, fraldas, absorventes e outros resíduos não devem ser descartados na pia ou no vaso sanitário.

Para tornar essas orientações mais próximas do universo das crianças, a campanha criou personagens inspirados nos principais “vilões” encontrados no dia a dia da rede de esgoto. O Capitão Seboso representa o descarte irregular de óleo de cozinha na pia, que pode provocar obstruções nas tubulações. Já o Papeleiro Maluco alerta para materiais como papel, cabelo e fio dental jogados no vaso sanitário.

Outros hábitos também aparecem de forma lúdica na campanha. O Senhor Infiltrado chama a atenção para a ligação irregular entre a água da chuva e a rede de esgoto, prática que pode provocar sobrecarga operacional e extravasamentos, especialmente nos períodos chuvosos. O Doutor Veneno aborda o descarte inadequado de medicamentos, enquanto a Madame Bloqueio representa resíduos como fraldas, absorventes, algodão e lenços umedecidos lançados incorretamente na rede coletora.

“Quando uma criança aprende porque o óleo não vai para a pia ou por que o lixo não vai para o vaso, ela leva esse cuidado para casa e conversa com a família. Os personagens ajudam a transformar um tema técnico em algo que ela entende, repete e ensina.”, afirma Anna Júlia Carvalho, coordenadora de Responsabilidade Social da Aegea no Espírito Santo.

A proposta é que o aprendizado não fique restrito à escola. Ao compreender de maneira simples o caminho correto dos resíduos e as consequências do descarte inadequado, as crianças também se tornam multiplicadoras dessas informações junto às famílias.

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