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Principais operadoras do Brasil bloqueiam acesso ao Rumble no Brasil após ordem do STF

Principais operadoras do Brasil bloqueiam acesso ao Rumble no Brasil após ordem do STF
23 fevereiro 09:13 2025 Imprimir notícia

As principais operadoras de banda larga do Brasil, como Vivo, Claro, Tim e Oi, já bloquearam o acesso à plataforma Rumble no país, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi motivada pelo descumprimento de ordens judiciais por parte da empresa.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou a notificar as cerca de 20 mil provedoras de internet nesta sexta-feira (21/02/2025). Algumas empresas já haviam retirado a rede social do ar antes mesmo do bloqueio oficial. As maiores operadoras foram notificadas pessoalmente pelo presidente da Anatel, Carlos Manuel Baigorri.

Decisão do STF e resistência da plataforma

O bloqueio foi determinado após o Rumble não cumprir ordens do STF, incluindo a suspensão do perfil do influenciador Allan dos Santos e o bloqueio da monetização de conteúdos na plataforma. O ministro Alexandre de Moraes considerou que a empresa tenta se manter fora da jurisdição brasileira, o que, segundo ele, poderia facilitar a disseminação de informações ilegais e atentados contra a democracia.

Desde o início de fevereiro, o STF vinha solicitando que a empresa indicasse um representante legal no Brasil para responder às determinações da Justiça. No entanto, o escritório que inicialmente representava a Rumble afirmou que não possuía poderes legais para receber intimações, e os advogados canadenses da empresa renunciaram ao mandato.

Com a impossibilidade de intimar a plataforma, Moraes determinou a suspensão total do serviço no Brasil, o que foi cumprido pelas operadoras.

Ação nos Estados Unidos

A Rumble reagiu à decisão entrando com uma ação na Justiça dos Estados Unidos, em conjunto com a Trump Media & Technology Group, empresa do ex-presidente Donald Trump. A plataforma acusa Alexandre de Moraes de censura e pede que suas decisões não tenham efeito legal no território norte-americano.

Criada em 2013, a Rumble é conhecida por adotar um modelo mais permissivo de publicação de vídeos, sem algoritmos de filtragem. A rede social tem sido uma alternativa ao YouTube para criadores de conteúdo que alegam restrições em outras plataformas.

O caso reforça o debate sobre regulação de plataformas digitais e os limites da jurisdição nacional na internet. O desdobramento da ação nos EUA pode gerar novos desdobramentos sobre a relação entre redes sociais e governos.

Portal SBN | Com informações | CNN Brasil

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