MPES quer interdição de escola onde menina caiu do 2º andar em Colatina
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) vai pedir a interdição da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Cleres Martins Moreira, no bairro São Vicente, em Colatina, Noroeste do Espírito Santo, onde pequena Elysa de Souza, de 4 anos, caiu do segundo andar na última quinta-feira (31/09/23). A criança morreu na manhã desta segunda-feira (4/09/23) no Hospital São José, no município, onde estava internada desde que sofreu a queda.
A informação foi repassada à reportagem da TV Gazeta na tarde desta segunda-feira. Segundo o MPES, a medida valerá até que sejam realizadas todas as reformas que possam garantir a segurança e a devida proteção dos alunos, professores e trabalhadores do local.
Elysa teve o óbito confirmado pelo Hospital Maternidade São José, em Colatina. A unidade disse que desde que chegou ao hospital, a menina "foi prontamente atendida pela equipe multidisciplinar. Foi acolhida em sala de emergência, submetida aos primeiros suportes e realizou todos os exames".
Ainda conforme o hospital, a menina precisou ser encaminhada à UTI Pediátrica, onde permaneceu monitorada e em observação ininterrupta por equipe médica e de enfermagem. "No sábado (2/09/23), houve a necessidade de ser submetida a um procedimento neurocirúrgico para remoção de um hematoma no cérebro, retornando à Unidade Intensiva. Infelizmente, hoje (4/09/23), devido à gravidade do caso, a paciente veio a óbito. A família foi imediatamente comunicada de todos os fatos ocorridos", esclareceu a unidade.
Em nota, o MPES comunicou que "já havia ajuizado ação civil pública em face do município com pedido de reformas e adequações na Escola Municipal de Ensino Fndamental (Emef) Cleres Martins Moreira." O processo do caso segue em tramitação na Justiça.
Ivestigações
O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina, delegado Deverly Pereira Junior, informou que diligências foram determinadas junto à escola.
"Aparentemente a báscula da janela está quebrada. A gente só não sabe se já estava quebrada antes do acidente ou se ela se quebrou com o acidente. A partir de agora, vamos intimar as testemunhas, as pessoas que ajudaram a socorrer essa criança na rua, para que a gente possa delimitar o que aconteceu: se foi realmente um acidente, se houve negligência da parte de algum funcionário, se houve, talvez, um crime mais grave", esclareceu.
Naquele mesmo dia, o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, após o acidente, afirmou que todas as escolas do município vão passar por vistorias. "Estamos pautando todas as escolas e as reformas necessárias precisam ser feitas. Já temos o cadastro de cerca de 40 escolas", disse o representante em entrevista.
Portal SBN
Leia também
PF vê novas rotas do narcotráfico no país e mira dinheiro das maiores facções
Justiça Tráfico-Drogas
Últimas do Portal SBN
Deixe seu comentário