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Como em 2006, Lula tem às vésperas da eleição 50% dos votos válidos

Como em 2006, Lula tem às vésperas da eleição 50% dos votos válidos
24 setembro 08:17 2022 Imprimir notícia

A quase uma semana da eleição, o cenário da eleição de 2022 continua extremamente similar ao da campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006. Assim como há 14 anos, o ex-presidente chega às vésperas da votação tentando liquidar a fatura no primeiro turno. Um dia antes da eleição daquele ano, Lula tinha 50% dos votos válidos, segundo o Datafolha, a mesma pontuação que alcançou no levantamento divulgado na quinta-feira pelo instituto.

A coincidência nos números revelam dois países diferentes, apesar do resultado similar. Em 2006, Lula tinha a preferência de 43% das mulheres. Hoje, esse número é de 53%. Entre homens, a preferência oscilou negativamente de 49% para 46%.

Naquele ano, o presidente já começava a perder a preferência dos mais jovens: tinha 45% entre jovens de 16 a 24 anos. Esse ano, entretanto, abriu larga vantagem entre os mais jovens: 57% preferem o ex-presidente e não Bolsonaro.

Mas o país também mudou: o GLOBO comparou qual era o tamanho de cada estrato no eleitorado em 2006 e em 2022. O percentual de eleitores que tinham até o Ensino Fundamental há 14 anos era quase metade do eleitorado, fatia que caiu para 29%. Por outro lado, aqueles que tinham cursado uma faculdade respondiam por apenas 12% do eleitorado, número que hoje é de 23%.

Essa mudança explica as flutuações observadas em cada grupo. Entre os eleitores com Ensino Superior, por exemplo, Lula tinha 28% em 2006 e hoje tem 41%, um aumento de 13%. O aumento não é explicado apenas pela preferência dos eleitores, mas pela mudança de perfil desse grupo, menos elitizado do que era em 2006.

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Mas quando analisados por renda, Lula cresceu entre os mais ricos. Em 2006, aqueles cuja renda familiar superava 10 salários mínimos preferiam o adversário de Lula, Geraldo Alckmin, hoje vice do petista. Nesse grupo, Lula tinha 25% dos votos e hoje tem 37%. O presidente só oscilou negativamente entre os que recebem de 2 a 5 salários-mínimos: indo de 42% para 38%.

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