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Brasil sobe no ranking do IDH, mas desigualdade ainda freia avanços, aponta relatório da ONU

Brasil sobe no ranking do IDH, mas desigualdade ainda freia avanços, aponta relatório da ONU
06 maio 17:47 2025 Imprimir notícia

O Brasil avançou duas posições no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e agora ocupa o 84º lugar entre 193 países. A atualização foi divulgada nesta terça-feira (06/05/2025), no Rio de Janeiro, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com base em dados referentes ao ano de 2023.

O novo relatório mostra que o IDH brasileiro chegou a 0,786, um crescimento de 0,77% em relação ao índice de 2022, ajustado este ano para 0,780. A pontuação coloca o país na faixa de desenvolvimento humano alto, mas revela desigualdades internas que ainda comprometem o desempenho geral.

Apesar da melhora na colocação — o Brasil estava em 89º lugar no ranking anterior — o Pnud ressalta que o avanço real foi de três posições, considerando ajustes metodológicos na edição passada, que reposicionaram o país na 86ª colocação. Com isso, o Brasil ultrapassou a Moldávia e igualou-se a Palau.

Desigualdade reduz potencial do índice

Ao considerar as desigualdades sociais, o relatório mostra um recuo importante: o IDH ajustado do Brasil cai para 0,594, rebaixando o país para a categoria de desenvolvimento humano médio e posicionando-o no 105º lugar. O contraste entre os dados brutos e os ajustados evidencia as disparidades que ainda marcam a realidade brasileira.

O relatório também analisa o IDH sob a perspectiva de gênero. Embora as mulheres brasileiras tenham expectativa de vida e escolaridade mais elevadas, o PIB per capita é menor em relação aos homens, o que equilibra os indicadores e resulta em um IDH feminino ligeiramente superior (0,785) ao masculino (0,783).

No recorte ambiental, o IDH do Brasil ajustado pela pegada de carbono é de 0,702, o que melhora o desempenho do país no ranking, colocando-o na 77ª posição mundial nesse critério específico.

América Latina: avanços tímidos e desigualdades

O relatório mostra que a América Latina e o Caribe registraram um avanço médio de 0,64% no IDH entre 2022 e 2023, saltando de 0,778 para 0,783. O Chile lidera a região, ocupando a 45ª posição com índice de 0,878. Outras nove nações latino-americanas integram o grupo de alto desenvolvimento, entre elas Argentina, Uruguai, Costa Rica e Panamá.

Com 74 países classificados nessa categoria mais alta (acima de 0,800), o Brasil permanece fora desse grupo de elite. Outros 49 países compartilham com o Brasil a faixa de desenvolvimento alto (de 0,700 a 0,799), enquanto 43 têm desenvolvimento médio e 26 aparecem com os índices mais baixos.

Islândia assume a liderança global

A Islândia ultrapassou Noruega e Suíça e agora lidera o ranking mundial com um IDH de 0,972. O topo da lista é dominado por países europeus — Alemanha, Dinamarca e Suécia também estão entre os seis primeiros. Na ponta oposta, Sudão do Sul registra o menor IDH global (0,388), seguido por outras nações africanas. O Iêmen, em guerra civil há anos, ocupa a décima pior posição.

A média dos países com IDH muito alto é de 0,914, enquanto a dos países com IDH baixo não passa de 0,515.

Portal SBN | Com informações | Notícias ao Minuto Brasil

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