Agressivo no ataque e na defesa, Vini fez Tite rever tática
Em setembro, Tite dizia sobre a possibilidade de manter a formação mais ofensiva, com seu quinteto vertical com Lucas Paquetá um pouco mais recuado, Raphinha, Vini Jr, Neymar e Richarlison:
“A utilização de uma ou outra forma (de jogo), vamos estudar dependendo do jogo. A Seleção está se consolidando cada vez mais com a passagem que essas duas formas são equilibradas. Lembra que vocês comentaram lá atrás de um time ofensivo? Mas foi um time equilibrado."
Vinicius já tinha outro status no futebol mundial - oitavo melhor do mundo no prêmio da Fifa, autor de gol de título europeu e com nova temporada brilhante no Real - e era impossível ignorar o que se previa e hoje se confirma no Catar.
– Eu acredito que foi um processo normal. A comissão e o professor foram me dando argumentos de onde eu precisava melhorar para chegar no meu melhor nível e ser titular da Seleção. É complicado, tem muitos jogadores, o professor tem muitas opções. Cada vez que eu vinha para a Seleção eu voltava com algo que faltava para ser titular da posição – disse Vini, na quarta, em entrevista coletiva.
Vinicius participou de cinco dos sete gols da Seleção na Copa – ele fez um, deu duas assistências diretas (para Richarlison e Paquetá), mais um chute que gerou rebote para gol de Richarlison, além de preparar a jogada que terminou em triangulação com Rodrygo para golaço de Casemiro contra a Suíça. O protagonismo ficou evidente, a ponto de o técnico da Croácia citá-lo como representante do perigo do Brasil, ao lado de Neymar.
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