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Mãe de Thayná afirma ter recebido mensagens pornográficas do sequestrador Ademir Lúcio

Mãe de Thayná afirma ter recebido mensagens pornográficas do sequestrador Ademir Lúcio

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Polícia

Bastante abalada um adia após a prisão de Ademir Lúcio Ferreira, Clemilda Aparecida de Jesus voltou a rebater as afirmações feitas pela criminoso durante sua captura nesta segunda-feira (14/11/2017), em Porto Alegre. Ela afirma que não o conhecia e que, sabendo de sua mobilização para procurar a filha Thayná, Ademir mandava mensagens de ameaça pelas rede sociais. 

De acordo com Clemilda, a prisão de Ademir é um alívio para sua mente, pois ele enviava vídeos mostrando as partes íntimas, fato que foi relatado para a polícia. "Ele ficava perturbando minha mente, mandando mensagem no Facebook. E Isso estava acabando comigo. Ele criava o perfil e depois apagava. Você já pensou o que seria da minha vida se esse homem tivesse escapulido. Se eu o conhecesse seria a primeira coisa que falaria para polícia", afirmou Clemilda.

Ainda segundo Clemilda, os vídeos de cunho pornográficos começaram a ser recebidos após ela divulgar o vídeo de câmeras de segurança que mostrava Thayná entrando no veículo de Ademir. “Depois que eu achei aquele vídeo foi quando começou o desespero dele. Não posso provar, mas tudo indicava que era ele”, afirma.

ESPERA
A angústia de Clemilda pode durar mais 13 dias, prazo informado pelo delegado José Lopes, da Divisão de de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para sair o resultado do exame de DNA da ossada encontrada, próxima a uma lagoa, no Bairro Areinha, em Viana, na sexta-feira (10/11). Foi nesse local que Ademir Lúcio Ferreira garante ter deixado o corpo de Thayná.

“Não vou falar de expectativa. Vou falar de tortura, porque dói muito. Não tive a chance de enterrar minha filha, só a chance de enterrar os pedaços e ainda tenho que esperar. Eu só queria ficar sozinha”, diz emocionada.

APRESENTADO

O acusado de sequestrar a menina Thayná de Jesus, de 12 anos, Ademir Lúcio Ferreira, preso em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (13/11), foi apresentado oficialmente na manhã desta terça-feira durante coletiva de imprensa na Secretária de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Segundo o delegado-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Lopes, durante o depoimento na noite desta segunda-feira (13/11), questionado se possuía arma de fogo, Ademir disse que a única arma que ele tinha era a mente dele.

"Ele tem uma mente muito criativa. Já veio com a história dele montada. Diz que a menina o seduziu, depois contou a versão do acidente, que ela teria caído na lagoa. Era esse tipo de ser humano que a gente estava caçando e que a gente conseguiu prender", afirmou Lopes.

"ARTISTA"

"Ele é um artista, tive paciência de ouvir ele falar por mais três horas ontem (segunda). Ele quis convencer a gente que a menina de 11 anos (violentada antes do sequestro de Thayná) o seduziu. E depois quis convencer que a menina Thayná fugiu dele, sofreu um acidente e morreu. Ele até tentou ajudar ela, mas não conseguiu. E desesperado, com medo de morrer, fugiu e procurou o advogado dele. Disse que conhece a mãe de Thayná, embora ela não se lembre dele", detalhou o delegado.

Ainda de acordo com José Lopes, a polícia prefere manter as informações sobre o processo de investigação em sigilo, para evitar que o acusado invente novas histórias. "A investigação está no início. Agora é a parte mais difícil, provar que ele está mentindo. Por enquanto não tem nada que indique a participação de outras pessoas, mas se for necessário ouviremos outras pessoas, podemos ouvir ele novamente, voltar a lagoa. Ele adora Facebook, acompanhou tudo até agora. Tudo que a gente fala, que sai na imprensa, ele já cria uma história em cima daquilo. Por isso, é melhor que as coisas sigam em sigilo", justificou.

ACUSADO
Diante da imprensa, Ademir se recusou a dar explicações e se manteve sempre de cabeça baixa. Sem encarar as câmeras, voltou atrás nas declarações que deu em vídeo que circula pela internet, e negou que tenha oferecido dinheiro para ter relação sexual com Thayná: "não ofereci nada". E afirmou que fugiu para Porto Alegre porque "eles queriam me matar".

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