Estados

  • Contato:
    (73) 99936-1132
    Luscivanio Lopes
  • Contato:
    (27) 99914-9706
    André Oliveira

Portal SBN | Sistema Brasileiro de Notícias Portal SBN | Sistema Brasileiro de Notícias

Lava Jato mira presidente da Alerj e empresário de ônibus do Rio

Lava Jato mira presidente da Alerj e empresário de ônibus do Rio

Compartilhe esse post

Polícia

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (14/11/2017) a Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato que tem como objetivo cumprir dez mandados de prisão preventiva e temporária, busca e apreensão e condução coercitiva contra três deputados estaduais.

São alvos de mandado de prisão três empresários ligados ao setor de ônibus: Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira e José Carlos Lavouras, todos alvos da Operação Ponto Final, deflagrada em julho.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), foi intimado a depor. O filho do deputado, Felipe Picciani, foi preso em Uberlândia (MG). Ele é executivo na empresa Agrobilara, sob suspeita de ser usada na lavagem de dinheiro da propina. O colunista da Folha de S.Paulo Gregorio Duvivier filmou Jorge Picciani sendo abordado por policiais ao deixar uma aeronave no Rio.

Também foram chamados a prestar depoimento Paulo Melo (PMDB), ex-presidente da Assembleia, e Edson Albertassi (PMDB), que já foi líder do PMDB na Alerj.

O nome da Operação Cadeia Velha é uma referência ao fato do local onde está a Alerj ter sido, no período colonial, uma prisão.

DELAÇÃO

Os mandados foram autorizados pelo desembargador Abel Gomes, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro. Eles têm como base a delação do doleiro Álvaro Novis, que declarou ter distribuído cerca de R$ 500 milhões entre 2011 e 2015 em propina para políticos a pedido de empresários de ônibus.

A Operação Ponto Final, que teve como foco a suposta quadrilha comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), apontou pagamentos de cerca de R$ 260 milhões. Os R$ 240 milhões restantes referem-se a pessoas com prerrogativa de foro privilegiado.

O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão dos três deputados, por considerar que cometiam crimes em flagrante, como lavagem de dinheiro e associação criminosa. Gomes, contudo, deferiu a condução coercitiva dos parlamentares.

De acordo com a Procuradoria, os três deputados "formam uma organização integrada ainda pelo ex-governador Sérgio Cabral e que vem se estruturando de forma ininterrupta desde a década de 1990".

TCE

O MPF diz ainda que a tentativa de nomeação de Albertassi como conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) "pode ter sido uma manobra para que a organização criminosa retome espaços perdidos com os afastamentos de conselheiros determinados pelo STJ, e também uma forma de atrapalhar as investigações, ao deslocar a competência para a apuração dos fatos e tirar o caso do TRF".

A indicação do deputado, feita pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), foi barrada pela Justiça. O caso provocou inclusive a demissão do procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola, que se recusou a defender a indicação no Tribunal de Justiça.

Pela Constituição, a vaga aberta no TCE seria destinada a um auditor de carreira, e não a um deputado.

PORTAL SBN | COM INFORMAÇÕES DA FOLHAPRESS

Compartilhe esse post

Deixe seu comentário