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Câncer de próstata é o 2º que mais mata homens

Câncer de próstata é o 2º que mais mata homens

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Saúde

Uma doença grave, que pode matar e que entre 2016 e 2017 terá mais de 62 mil novos casos em todo País. O câncer de próstata é o segundo que mais leva a óbito homens no Brasil, só perde para o de pele. Mas apesar de todo o perigo, a doença tem cura quando detectada na fase inicial. Quem garante é o médico urologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Márcio Maia Lamy de Miranda.

“Agora, com o Novembro Azul, uma campanha que visa alertar sobre a doença, a informação circula mais. O homem sabe que alguns fatores podem ser indicativos de risco. Como, por exemplo, a raça. Homens negros têm mais chance de ter. Assim como aqueles com histórico familiar. E quanto antes houver o controle, nesses casos, maiores as chances do paciente”, afirma o urologista.

HISTÓRICO FAMILIAR

Esse é o caso do agricultor João Fernandes Vieira, que tem um irmão que morreu de câncer de próstata e outro que teve outro tipo de câncer. Ele sabe que está em um grupo de risco e por isso faz todo o acompanhamento. Nessas situações, explica o médico, as chances de aparecimento da doença “são muito grandes” e recomenda-se o acompanhamento desde cedo com exame de sangue, o PSA, e de toque retal.

O urologista também indica um exame mais eficaz chamado de ressonância multiparamétrica - mais precisa e menos invasiva. “Se constatarmos alteração, aí iniciamos o tratamento, que pode ser cirúrgico e com rádio e quimioterapia. Dependendo do comprometimento da próstata, o paciente pode levar uma vida normal ou ter que retirar partes e até a glândula por completo. Por isso é importante detectar logo no começo”, alerta.

SINTOMAS

Sobre os sintomas, o médico afirma só aparecem em estágio mais avançado. “Quando o paciente está com a próstata comprometida, a glândula incha, comprime a bexiga e há uma dificuldade em urinar. O canal da uretra pode até ser bloqueado e o paciente não consegue urinar, o que obriga a colocação de uma sonda”, destaca.

Em estágio avançado, a enfermidade também provoca dor óssea. “É um sofrimento muito grande para o paciente. E assim, nada resta a não ser tomar medicamentos para a dor. É quando o paciente fica com todo o corpo comprometido”.

TOQUE X PRECONCEITO

Muitos têm dúvida sobre a periodicidade para a realização do exame de toque retal, que ainda é considerado tabu por muitos homens. “O preconceito e o machismo são problemas”, salienta o especialista.

Ele detalha que o toque dura de dois a três segundos e é um exame “extremamente eficaz” – por meio dele é constado se a próstata está aumentada. Conforme esclarece, de acordo com a avaliação do médico, o paciente é indicado para exames complementares e pode ser constatada ou não a doença.

“O correto é fazer o toque entre os 45 e 50 anos, uma vez por ano. É o normal. Em pacientes com histórico, o acompanhamento deve ser com exames de sangue e com o toque a partir dos 40 anos. A doença é muito mais comum após os 65 anos. A partir dessa idade, o toque deve ser feito duas vezes por ano”, conta o urologista.

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