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Aparecida Denadai diz que o irmão ex-vereador foi 'apunhalado pelas costas'

Aparecida Denadai diz que o irmão ex-vereador foi  'apunhalado pelas costas'

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Polícia

Muito abalada com o assassinato do irmão, o ex-vereador de Vitória Antônio José Denadai, a advogada e ex-deputada Aparecida Denadai contou ao Gazeta Online como o crime aconteceu, de acordo com informações da cunhada, que presenciou a morte do marido nesta noite de Natal (25/12/2017), em Santa Leopoldina.

Há 15 anos ela também perdeu de forma trágica outro irmão, o advogado Joaquim Marcelo Denadai, assassinado na Praia da Costa em 2002. O crime ganhou grande repercussão na época. 
Em 2011, Aparecida teve outro baque ao sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Veja a entrevista: 

Como aconteceu o crime?
O caseiro fez uma festa, com cerca de 30 pessoas, na casa dele, que é dentro do sítio do meu irmão. É uma propriedade pequena. A festa era regada a muita bebida alcoólica. Minha cunhada e meu irmão foram conversar com o caseiro e falaram que não queriam aquelas pessoas lá. Ele explicou que a minha cunhada está fazendo tratamento contra um câncer e não queria aquela bagunça. O caseiro disse que trazia quem ele quisesse para a casa dele. Meu irmão falou que a propriedade era dele e não queria pessoas estranhas lá. O rapaz não gostou, eles discutiram.

E depois?
Meu irmão deu as costas e foi para a cozinha da casa dele quando, de repente, foi surpreendido pelo caseiro com um punhal na mão. Ele desferiu punhaladas no meu irmão. Uma sei que foi nos rins e outra na veia femoral. A casa ficou toda suja de sangue, porque ele arrastou meu irmão pela casa como se fosse um animal e jogou na varanda. Meu irmão morreu sentado. A esposa dele viu tudo. Ela começou a gritar desesperada. Foi aí que esse outro rapaz, que mora perto, chegou. O caseiro ainda estava com o punhal na mão e iria dar uma punhalada nela. Ela só não morreu porque o assassino morreu primeiro.

E a sua cunhada...
Ela está arrasada, em estado de choque. Ela iria começar a quimioterapia nesta semana. Por isso meu irmão pediu para ele diminuir o som. Ele ia para o sítio para levar tranquilidade para ela. Estou contando a versão de quem presenciou. Meu irmão era um cara da paz, ligava todos os dias para a nossa mãe, para pedir a bênção.

O outro homem ouviu os gritos da sua cunhada?
Ela gritou muito alto, para que os vizinhos ouvissem. O caseiro xingava ela. É uma senhora de 60 anos. Meu irmão foi apunhalado pelas costas. Ele estava aposentado por invalidez, estava com dificuldade para andar, tinha diabetes crônica e hipertensão.

Você já passou por outra tragédia há alguns anos...
É a segunda tragédia. Minha cunhada e minha irmã resolveram enterrá-lo na mesma cova do Marcelo, porque eles eram muito ligados. É uma forma deles ficaram juntinhos... É muito triste. O enterro será hoje no cemitério Jardim da Paz, em Vila Velha.

PORTAL SBN | FONTE: GAZETA ONLINE

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